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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

CULTURA » LANÇAMENTO DO LIVRO "A CRUELDADE DO ORÁCULO" DA ESCRITORA PALMIRA CLARA NA BIBLIOTECA JOSÉ SARAMAGO, NO FEIJÓ, NO DIA 23 DE OUTUBRO

 

A poetisa Palmira Clara


A escritora Palmira Clara convida todos os interessados em participar no evento de lançamento do livro, em prosa, A Crueldade do Oráculo, no próximo dia 23, pelas 16 horas, na biblioteca Municipal José Saramago, na Rua Alembrança, no Feijó -Almada.

Face de não existir a restrição ao número de presenças, estando apenas limitado à capacidade do espaço. Neste caso, a sala onde decorrerá o evento comporta 70 pessoas.

A apresentação da obra vai estar a cargo do Dr. Ângelo Rodrigues.


Grata pela vossa presença, a autora Palmira Clara




sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

CAMINHO DA MOURA ENCANTADA - LENDA: O CÓS DA SAIA DE OURO

 Situada na freguesia de Alcaravela na Aldeia da Presa, a Zona de Lazer da Rosa Mana, possui um pequeno espaço junto da ribeira com mesas para piquenique. Ao longo da Ribeira existem diversas ruínas de antigas azenhas.

Ribeira da Presa,uma zona de Lazer da Rosa Mana,na freguesia de Alcaravela. Conta a lenda que por aqui viviam duas irmãs, uma chamada Rosa e a outra Maria. Um dia encontraram uma ribeira da qual começaram a abastecer-se de água. Quando a  Rosa ia à água, a Mana chama pelo seu nome,quando era a  Mana a ir, era a Rosa que chamava. Assim surgiu o nome Rosamana em homenagem a estas duas irmãs.

Lenda o Cós da Saia de Ouro

Há muito tempo, por aqui, o convivio entre cristãos e mouros tinha momentos altos e baixos, ora se ajudavam,ora armavam escaramuças por diferenças religiosas.

Certo dia,os cristâos ficaram a saber da existência de "uma saia de ouro,não muito longe da Pedra Moura,cujo cós já estaria muito gasto,de tanto gado lhe ter passado por cima.

Fonte:Rosamana

Anos mais tarde,já no século XIII, os mouros foram expulsos destas terras e os cristãos ficaram a saber o que deviam fazer para se apoderarem da dita saia. A pessoa que  a quiser levar, terá de encontrar o cós e cavar fundo.Abrir-se-á então a entrada duma galeria e logo aparecerá, ameaçadora, uma serpente medonha, com os dentes venenosos afiados para os cravar e matar o intruso. Assim, a pessoa terá de ir acompanhada de um objeto de corte, para cortar a língua à serpente até fazer sangue. Se não conseguir, será envenenado e o seu corpo arrastado para a caverna, para junto dos outros infelizes mal sucedidos.

Se conseguir cortar a língua da serpente, matá-la-á, ficando o caminho livre para se poder apoderar da saia. A pessoa terá de entrar na galeria, passar por cima dos cadáveres de quantos lá moram, continuar em frente, agarrar uma chave de brilhantes, que se encontrava pendurada no teto, e com ela abrir uma porta com grades,que mantém encerrada a linda Moura encantada, sentada num trono, adormecida.

Deve aproximar-se e dar-lhe um beijo na testa coroada.Ela acordadará e retribuir-lhe-â com outro beijo também na testa. Assim, a bela moura ficará livre para se encontrar com o seu príncipe, que a  espera algures no país "Mil e Uma Noites".

No regresso, o  libertador poderá tomar posse da valiosa saia de ouro.



Adaptado do livro "Alcaravela Memórias de um Povo" de Dr. Augusto Serras

 professor do Liceu Nacional de Almada

Município de Sardoal

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

RECORDAR A PRIMEIRA MOSTRA ARTES E OFÍCIOS EM ALMADA NO ANO DE 1999,LEVADA A CABO PELA ASSOCIAÇÃO AMIGOS CIDADE DE ALMADA


As costureiras Maria  Emília Frois(direita) e Lila Alves.
"Almada era um concelho com substânciais carências económicas,fundamentalmente agrícola e falho de indútrias obrigava a que as suas gentes procurassem a subsistência em tarefas ocasionais.
Só a partir da segunda metade do século passado se começaram a desenvolver algumas indústrias e por influência disso o incremento de alguns oficios.De entre os muitos já existentes em Almada,antes da industrialização do concelho,as costureiras já tinham as suas tradições no mundo do trabalho e na vida social de Almada.
Mas é a partir da industrialização e consequentemente do aparecimento da máquina de costura que a costureira moderniza os seus métodos de trabalho o que ajuda a produzir mais obra em menos tempo.
Estava acabado o tempo da costureira artesã do dedal e da agulha e em seu lugar aparece a costureira especializada na feitura de camisas de homem,Costureira de alfaiate,Costureira de fato de macaco,vulgo ganga,usada pelos operários industriais,
As costureiras desta banda disputavam com as suas colegas de Lisboa o trabalho encomendado pelos grandes armazéns da capital,e mantinham com elas uma grande rivalidade profissionais.
É de destacar o contributo dado pelo Movimento Associativo na formação  profissional das costureiras ao fomentar cursos de Corte e Costura,com atribuição de diplomas.Sabe-se que,nas décadas de 40 e 50,a SFUAP desenvolveu grande atividade nessa formação, diplomando inúmeras costureiras."

O Pavilhão da Escola D.António da Costa, em Almada foi palco da Primeira Mostra Artes e Ofícios, levada a efeito pela Associação Amigos da Cidade de Almada, entre os dias 19 a 27 de junho de 1999,e que teve o apoio da Camara Municipal de Almada, com demonstrações ao vivo de Oleiro,Tanoeiro,Cesteiro, Calafate, Costureira, Ferreiro, Corticeiro, Pescador(redes),Troço de Mar, Ferrador, Funileiro, Amolador, Carpinteiro de Machado e Calceteiro.

Remonta aos primórdios da História da Humanidade e necessidade de o Homem criar os seus próprios instrumentos e utensílios de modo a permitir-lhe substituir e ultrapassar os diversos e naturais obstáculos no sentido de poder garantir a sua sobrevivência.

Ainda sem perspectiva de Futuro - os perigos, quer animais quer dos próprios Elementos da Natureza a que estava permanentemente expostos eram o seu angustiante dia a dia.Perante a inevitabilidade de os combater,o Homem entendeu que, primeiro em grupo, mais tarde em Associações(organizado)( era o embrião do movimento associativo que desbrochava),os seus interesses melhor seriam defendidos, pois que isolado, a sua vulnerabilidade ser-lhe-ia preconcemente fatal.

A ideia imperativa de se construir em grupo torna-se assim fundamental para sobreviver, sendo condição determinante à sua menor ou maior longevidade,

Durou milénios até que os homens evoluissem e se organizasse, formando pequenas comunidades.


A  arte de Oleiro aqui a ser representada por Francisco Mateus.
"... Oleiro - A cerâmica é a arte de fabricar louça de barro ou matéria análoga; sendo a olaria a oficina onde se fabrica toda a variedade de objetos em barro.
Perde-se no tempo e na memória dos homens o aparecimento desta velha arte e do artifíce que com as suas mãos modela e dá forma a muitos utensílios que vemos ou usamos no nosso quotidiano; as panelas, os pratos, púcaros,canecas,etc;ou ainda a telha,o tijolo e o ladrilho,e também as figuras decorativas com motivos de trabalho,regionais e religiosos,
Os seus instrumentos de trabalho são o forno,onde modela as peças,as masseiras, para amassar o barro,e o forno para a cozedura da obra depois de seca..."
A tradição dos oleiros no Concelho de Almada é muito antiga.Há referencias destes artifíces na nossa terra muito antes da fundação da nacionalidade. Em 1821,há memória de fornos de telha e tijolo no Ginjal.
O oleiro mantém ainda as práticas oficionais de tempos muito antigos: conforme refere o escritor Manuel Mendes:

"... Primeiro lança e espalha no prato do torno uma mancheia de cinza,para que depois de rodada a peça se solte sem dificuldade. Posto o barro, dá-se-lhe quatro apertões de mão,dois fortes socos e logo o engenho  se põe a girar,crescendo de entre os dedos ágeis do oleiro a forma equilibrada e bojuda de uma infusa..." 


Esta tomada de consciência desenvolve-se,cria e fortalece raízes solidificando-se, ganhando corpo e expressão atingindo em plena Idade Média a sua materialização com a institucionalização das Confrarias de das Associações de Mesteres.

As diversas actividades - artesanais de cariz rural e familiar proliferam substancialmente a partir do Século X111, dando então lugar às Artes e Oficios Urbanos, que passam a ser comercializados,reconvertendo algumas Confrarias em Associações de Mesteres,já como forma de regulamentar diferentes ofícios.



Os mesteres, tanoeiros, carpinteiros, latoeiros, ourives, tecelões, oleiros e outros dirigem agora as respectivas produções, especificam qualidades, elaboram tabelas de preços e acordam salários , regulamentando ainda as condições de acesso às profissões dos pequenos artifices e oficiais.

O Tanoeiro Joaquim Pereira Pedro, aqui numa demonstração da arte
Hoje  quase inexistente no concelho de Almada ,o tanoeiro foi em tempos uma figura influente no mundo de trabalho,em Almada.
Há noticias da sua maior importância em toda a nossa região,desde o séculoXVII até aos principios do nosso século.
Em Almada um concelho agrícola,cuja principal cultura era o plantio da vinha, a qual originava vinhos de superior qualidade que eram cobiçados não só internamente,como também no estrangeiro,daí haver a necessidade de recipientes para o seu acondicionamento e transporte. Por isso a importãncia do mister de tanoeiro na confecção e reparação das pipas,dornas, tonéis,barris, etc,
Os instrumentos usados pelo tanoeiro para a construção daquele vasilhame são: o maço,tais, marreta, raspilha, serra de folha. Utiliza várias madeiras  sendo o Castanho e o Carvalho as preferidas pela sua qualidade.


Para além do domínio que exerciam nas Associações,os mesteres  estabeleciam regras,impunham multas e integravam os Governos das urbes onde se inseriam as suas actividades.

Por essa época, nas Sociedades Ocidentais os homens organizavam-se, trabalhavam e viviam em função de grupos,familiar, religioso ou profissional,

Na verdade, esta estrutura de Sociedade rural-artesanal e pré - industrial não concebia o trabalho como actividade autónoma e abstracta perante as demais dimenções da vida, assumia-se como fonte de toda  a Cultura Popular. Era uma vida comunitária em que toda a apendizagem e socialização dos bens se fazia pela convivência e pelo trabalho alicerçados pelas  relações de vizinhança e de ajuda recíproca.

O  ferrador Valdemar Rosa, morador nas Casas Velhas, Monte de Caparica, aqui numa demonstração a ferrar o cavalo.

O Ferrador  era uma figura conhecida em todos os sítios do nosso país.Nas aldeias,nas vilas e cidades todos aqueles que possuíam animais necessitados de ser ferrados procuravam a oficina oua banca do mestre ferrador,para que ele  coma sua sabedoria do oficio  calçasse as bestas. E ele, profundo conhecedor da sua função,punha numa tarefa arriscada toda a sua coragem e perícia no tratamento dos animais.

O mestre ferrador,antes de iniciar o trabalho,prende o animal e estuda-o entendimento.Olha-o primeiro,a seguir passa-lhe a mão pelo dorso e só depois se arrisca a entalar uma das patas entre as pernas, Começa então a tarefa de retirar com a turquês os cravos das ferraduras velhas. Isto feito inicia o desbaste do casco com o formão: é uma tarefa morosa e de muitos cuidados para não ferir o animal. Depois com as ferraduras novas, que preparou na forja e na bigorna, ultimo o acto de ferrar.


Desde então, trabalho e arte estão para sempre ligados.Mas também a festa e o convivio estão presentes. São as festas,as Romarias e os Serões. São as danças,os cantares e o Teatro Popular. Era uma vida em que o sobreviver e o conviver ganham significado humano numa profunda solidariedade entre si,

Depois vem a Revolução.Primeiro a Revolução Industrial "Séculos XVIII e XIX", logo após e como natural consequência a transformação do binómio Sócio - Económico da vida humana. Vem a máquina,a tecnologia,o conhecimento cientifíco,a revolução das mentalidades com novas culturas em oposição à tradição secular do mundo rural, É a marcha imparável e incansável do ser humano na procura de mais e de melhor...e longos e longos anos na pesquisa e busca do possivelmente inatingível. Eis-nos no limiar de novo Milénio,na era dos computadores e das tecnologias avançadas e do que mais adiante se verá?!...

Cipriano Rodrigues e Manuel Traça numa demonstração de carpinteiro de machado.
"... Carpinteiro de machado ou da Construção Naval, assim chamado porque emprega nos seu trabalho entre outras ferramentas,o machado apropriado ao aparelho de mastros...".
Almada nasceu junto ao rio e do mar,e, naturalmente, a sua história faz-se com a luta das suas gentes na procura dos caminhos da sobrevivência,sendo o mar e o rio as estradas que melhores destinos lhe ofereciam. Por essa razão não é de estranhar que, desde os primórdios da sua função,as gentes de Almada tenham nascido artífices e grandes mestres nas artes da construção naval. De entre estes, o carpinteiro de machado é operário imprescindível na construção e reparação de qualquer tipo de embarcação.
Ele, com as suas mãos,ajudadas pela enxó de cabo e outras ferramentas como o machado,a plaina, o cepilho,os formões e as goivas, dá forma aos vários elementos de madeiraque constituem um barco.



E porque a Associação Amigos da Cidade de Almada,tem como função a defesa do património da Cidade de Almada,quer na preservação dos seus valores humanos,culturais e artísticos, quer ainda na transmissão desses mesmos valores à população mais jovem da nossa cidades sobretudo ás  gerações vindouras,torna-se para nós condição fundamental encetar um ciclo de  exposições de Artes e Oficíos com demonstrações ao vivo, cujo aspeto pedagógico é quanto a nós do maior interesse.

Na intensa procura de alimentos para a sua sobrevivência,o homem, em contacto com a natureza,encontrou nos rios e lagos o fruto para a sua alimentação - o peixe e fez-se pescador.

A necessidade de pescar levou-o a construir o arpão e a fisga.Depois o anzol primitivo que consistia num pedaço de pau afiado nas suas extremidades,mais tarde as redes e o covo de vime.Ao mesmo tempo começa a construir barcos muito frágeis e rudimentares, sem capacidade para adentrar-se no mar, procurando,por isso, os lagos e os rios e aventurando-se,algumas vezes,na costa.

A memória das artes piscatóricas em Almada remonta ao século 1 da nossa era,prova disso é a descoberta em Cacilhas de tanques para salga de peixe que se supões datarem do dominio Romano. No séculoXII quando Almada passa para o dominio Cristão,no reinado de D.Sancho 1 a pesca é já importante para a economia da vila. Há referencias dos barcos,dos pescadores e mercadores de peixe.Emmeados do século XVII, encontram-se instalados na Costa de Caparica grupos de pescadores do Algarve e da zona da ria de Aveiro,

O pescador Manuel Francisco no conserto de redes

"... Á medida que nos aproxima-mos da actualidade,a pesca concelhia tende a conformar-se à actividade artesanal, de peso irrelevante no concelho.
Permaneceu como referências de ordem cultural diversos aparelho de pesca; as redes de amalhar fundeadas, as armadilhas, os aparelhos de anzol, as xávegas,as ganchorras e alguns tipos de embarcações tradicionais - os saveiros,as chatas e os botes. E sobretudo permanece o homem - a figura vernácula do pescador da Costa de Caparica  e da Fonte da Telha..."
 
Fonte; Extraído do folhete:Primeira Mostra Artes e Oficíos
Fotos: Joaquim Candeias

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Memórias - Pragal : Aquando da Exposição de Pintura de um dos seus Filhos, Manuel Rodrigues Domingos

 "A minha simplicidade de operário da construção civil afastou-me,quem sabe, de uma grande carreira artística"
João Fernando,presidente da Associação Cultural Manuel da Fonseca e Manuel Rodrigues Domingos

Neste post vou publicar uma entrevista que realizei a Manuel Rodrigues Domingos-"Manel Daspanholas",na Associação Cultura Manuel da Fonseca,no Pragal,na altura presidida por João Fernando e que ainda hoje está á frente dos destinos da Associação,como presidente,a propósito, da Exposição de Pintura, que esteve patente,nessa agremiação Cultural do Pragal, de 2 de novembro até ao final de dezembro, de 1997. 

Entrevista essa publicada no então- Jornal de Almada, a 21 de Novembro de 1997,e que aqui a vamos reproduzir:.


-" Nascido na Freguesia do Pragal em 12 de julho de 1931[...],muito cedo, após a instrução primária, se tornou operário da construção civil. Tal como muitos outros jovens com quem viveu, não foi fácil a adaptação à dura realidade das infâncias de então. A fuga para um mundo consetâneo com a sua tenra idade fazia-se através de refúgios no "Forno de Cima",na Arrábida -Tejo,onde as brincadeiras substituíam a rotina da sobrevivência.Foi talvez nestes refúgios que se apaixonou pela envolvência natural das paisagens que o rodeavam.

Foi um amor que permaneceu mesmo quando estava longe do seu país, na emigração, recurso para uma vida melhor.Foi  este amor que o levou a iniciar-se, então,na pintura e na escrita,com traços muito próprios, quem sabe  numa forma de perpetuar imagens marcantes de realidades sofridas e envolventes»- assim foi apresentado o artista pela direção da Associação Cultural Manuel da Fomseca,então presidida por João Fernando.


"A minha simplicidade de operário da construção civil afastou-me,quem sabe, de uma grande carreira artística"


A Associação Cultural Manuel da Fonseca, no Pragal,está patente ao público,desde o passado dia 2 de Novembro,prolongando-se até final do mês de Dezembro, a Exposição de Pintura de 'Manel Daspanholas',um pragalense que decidiu, finalmente,colocar à vista o seu rico munto artístico,com uma série de quadros de fazer inveja a muitos pintores. 

Nuna das visitas que fizemos à Galeria Manuelda Fonseca, a nossa reportagem falou com o pintor Manuel Rodrigues, um homem simples e que nos recebeu de forma amável e cordial,mas ao mesmo tempo com certa admiração pela inesperada entrevista que lhes solicitamos para que desse a conhecer umpouco da sua vida de pintor.

O seu gosto pela pintura já vinha de longe e mais o apetite se aguçou por esta arte, quando como operário da construção civil foi trabalhar para a casa dopintor Peniche Galveias. Aí, como nos disse admirou belas obras,chegando mesmo a deixar o trabalho para apreciar os quadros expostos na casa de Peniche Galveias. Esse gosto pela pintura,não passou despercebido ao pintor,que observava atentamente Manuel Rodrigues, sem que este desse por isso.

- Decerto que o pintor Peniche Galveias o influenciou Bastante?

-" Sim, ao notar o meu sentido e gosto pela pintura,um dia disse se eu queria experimentar fazer algumas pinturas. A minha resposta embora com alguma timidez, foi logo que sim; e então ele deu-me todo o material necessário, como pincéis,tintas,guache, carvão e ainda me deu 20$00,para eu comprar oque fosse necessário. Os primeiros trabalhos foram feitos e apresentados ao pintor,oqual ficou encantado com os mesmos, tendo de seguida apresentado ao Manuel Cargaleiro e a aalguns peritos na matéria,os quais ficaram fascinados. Estavamos no ano  de 1956".

"Manuel Cargaleiro,marcou uma entrevista com um responsável da Fundação  Caloustne GulbenKian, mas  não compareci " Um simples operário da construção civil,a ser recebido por doutores e professores(dai como disse passei ao lado de uma carreira)"



- Mas quando tudo indicava que as portas se estavam  a abrir para o sucesso,por iroina do destino,o senhor passou ao lado de uma grande carreira. O que se passou de concreto?

-" Disse muito bem que eu passei ao lado de uma grande carreira,porque na altura o Manuel Gargaleiro,marcou uma entrevista com um responsável da Fundação Gulbenkian,para ver a possibilidade de me ser atríbuido um subsídio,mas na hora "H" eu não compareci.Repare,um simples operário da construção civil a ser recebido por doutores ou professores,isso para mim fazia-me grande confusão, daí,talvez,como disse no inicio, eu ter passado ao lado de uma carreira, mas a opção foi tomada.É natural que volvidos todos estes anos,penso que se fosse hoje, não teria hesitado".

- Depois seguiu-se a emigração?

-" Sim, emigrei para o sul de França, para exercer a minha atividade na construção civil, depois fiz parte de um grupo de pintores e poetas,pessoas das artes.Aí fui aceite como mascote, os meus trabalhos começaram a ser vistos e hoje,do que sei, bebi muito,no seio desse extraordinário grupo de que guardo as melhores recordações".

- Após o seu regresso ao país e à terra natal que o acolheu e lhe propôs que divulgasse um pouco da sua arte,arte essa que naturalmente é pouco conhecida dos portugueses?

-" Naturalmente os anos passaram, chegou a reforma e nada melhor que regressar à nossa terra; e foi com muita alegria que recebi o convite para expor os meus trabalhos aqui na galeria da Associação Manuel da Fonseca. E desde já o meu agradecimento à direção da Associação, por me ter facultado este espaço para eu fazer a minha exposição":

- Gostaríamos de saber se já passaram por aqui,para apreciar os seus trabalhos, os pintores Peniche Galveias e Manuel Gargaleiro?

-" Não,ainda não estiveram cá,mas gostaria imenso que eles passassem por aqui, para verem a minha exposição.Daí através do «Jornal de Almada» para que eles apareçam aqui no Pragal".

Esta a entrevista possível ao pintor, ao autodidacta,ao homem simples que ao fim de uma vida árdua,mantém a mesma simplicidade, a mesma timidez, a mesma humildade e postura que não passou despercebida ao entrevistador.
apreciar

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

DO LIVRO "O SOM DO SILÊNÇIO" - LUA TRAIÇOEIRA



Aqui vos deixo com mais um poema da poetisa, Alexandra Conduto,do seu livro "O Som do Silêncio"que já vai na sua segunda edição e  que pode ser adquirido aqui, através da página da autora cujo link está no fim do poema


LUA TRAIÇOEIRA

Eu,noite escura
Coberta com meu negro manto,
Vi como tu beijavas a lua
Enquanto ela se insinuava nua
E na tua cama se metia.
Essa lua traiçoeira,
Que sempre fica à tua cabeçeira,
Que se julga tua dona,
Convencida que é a única
Que tu amas.
Mal ela pode saber
Que é comigo que tu vens ter,
Assim que o dia nascer
E eu o manto negro despir
Enquanto ela vai dormir,
Feliz e presumida,
Por ter sido por ti, possuída.
Nunca ela poderá saber
Que apenas é só mais uma...
E que afinal é nos meus braços
Que tu vibras de paixão
E de prazer.

Autora: Alexandra Conduto

Peça o seu livro AQUI NA PAGINA DA AUTORA


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

NO SILÊNCIO DO MEU QUARTO - DA POETISA ALEXANDRA CONDUTO

"Enquanto eu acreditar na luz,escuridão alguma me poderá devorar"Alexandra Conduto


A poetisa Alexandra Conduto

Do livro "O Som do Silêncio" da poetisa Alexandra Conduto, escolhei hoje o poema "No Silêncio do meu quarto" De referir que este livro está há venda. Para isso se estiver interessado,deixe a sua mensagem na pagina do facebook Poetisa-Alexandra Contudo,.


No Silêncio do meu quarto

Quantas vezes,
No silêncio do meu quarto,
No mais profundo recanto
Do meu pensamento,
Eu já te despi.
Lenta e suavemente
Gozando cada centímetro do te ser.
Quantas  coisas já fiz contigo,
Daquelas que nem a mim mesma
Tenho coragem de contar
Sem sentir as faces ruborescer,
Sem sentir o peito queimar.
Quantas loucuras,
Quantas horas de prazer
Já vivi nos teus braços.
Sem te tocar.
Pudesse tu algum dia saber...
Pudesses tu,
Somente,imaginar...

Alexandra Conduto

"In Livro"- O Som do Silêncio

Edições Hórus

domingo, 1 de setembro de 2019

POESIA - IN" O LIVRO - O SOM DO SILÊNCIO - TENHO MEDO ! TENHO MEDO SIM !

                            LIVRO -  DA POETISA ALEXANDRA  CONDUTO


Tenho Medo!
Tu sabes bem que tenho,sim...
Porque eu já vi,
Na escuridão do teu olhar,
Bem lá no fundo,dentro de ti,
Uma alma feita em ...
E desejei,com todas as minhas forças
Tomá-la entre meus braços,
Fazê-la dona de mim.
E isso...
Tu sabes tão bem como eu
Que não faz sentido...
Que simplesmente,não pode acontecer!
Eu tenho medo!
Tenho medo sim!
Mas tu também tens medo,
Medo de te perder por mim.
Para adquirir o livro deixe uma mensagem privada na página da autora: Poesia- Alexandra Conduto,aqui no:LINK:

In" o livro - O Som do Silêncio
Autora - Alexandra Conduto

Edições Hórus

domingo, 11 de agosto de 2019

PALMIRA CLARA DEDICOU O SEU LIVRO - DO AMOR À ESPERANÇA - AOS SEUS PAIS E HOMENAGEOU A SUA PROFESSORA PRIMÁRIA

A escritora Palmira Clara na apresentação do seu livro, tendo a seu lado o dirigente Lobato, distinto Coordenador da Delegação do Feijó do Clube do Sargento da Armada.
Foto de autoria:Marta Vaz


Realizou- se no passado dia 21 de julho, na Sede Social do Clube do Sargento da Armada, no Feijó, a apresentação do livro Do Amor à Esperança, da autora Palmira Clara,uma apresentação que constituiu um grande êxito,graças a muitos factores mas sobretudo aos fantáticos leitores,declamadores,fãs,enfim todos os que estiveram com a autora e participaram,nessa apresentação.


A Universidade Sénior D. Sancho I, se fez representar pela presença do seu Director, o Exmo Senhor Coronel Evaristo, e a SCALA, pela presença das suas Presidente e vice- Presidente da Direcção para as actividades Administrativas, Exmas. Senhoras. Maria Gertrudes Novais e Manuela Silva, respectivamente.

Abriu a sessão o dirigente Lobato,do Clube Sargento da Armada,agradecendo a presença de todos neste ato de apresentação do livro Do Amor à Esperança


No discurso de apresentação a autora Palmira Clara, enquadrou um poema de Sebastião da Gama, “pelo Sonho é que vamos”,e outro, depois agradeceu e passou à apresentação do livro,enquadrando no seu discurso a leitura de um poema de Sophia de Mello Breyner Andersen, “25 de Abril” referiu os valores de Abril,sem os quais não seria possível estarmos ali, independentemente do partido politico a que alguém pertença ou deixe de pertencer.
Enquadram-se estes valores na minha própria educação e mais ainda,no meu poema Natália. Eu não lutei pelo 25 de Abril,apenas usufro dele.Mas para que eu possa usufruir,outros sofreram,lutaram e quase perderam a vida e alguns perderam mesmo. Valores que não posso esquecer. Valores que aprendi com as pessoas referidas no meu livro, um exemplo é o D. Fausto Leite, advogado que muita gente conhece, como especialista que é em direito de trabalho e toda a vida andou nas lides sindicais e não só.

Como diz a artista Marisa "há pessoas de quem nem o nome lembramos ouvir mas há outras que marcam a vida da gente", o DR. Fausto Leite e a minha professora Natália foram as principais pessoas que marcaram a minha vida, sem falar dos meus pais claro.
Foto de autoria:Marta Vaz

Depois passamos ao momento musical com Eusébio,na harmonica de boca,Graça Molino,cantora, poetisa,compositora e violinista, Fernando Lopes e Francisco Curtinha nas violas todos do quarteto SEXTANTE.

A Graça Molina interpretou duas canções de sua autoria e declamou um poema meu, intitulado, “o Mar”.

Mais pessoas declamadores: o poeta Carlos Gaspar, declamou “Um dia falaremos”,que agora não recordo; A Teresa Gaspar,
A autora autografando o seu livro para o Comandante Ganhão.Foto de autoria:Marta Vaz


O comandante Ganhão declamou "Alma Atormentada"  e emociou-se até às lágrimas porque disse-me depois(e não foi só ele)o meu poema o remeteu para o tempo em que partiam em missões.  


No final foi servido um delicioso Moscatel que o Clube do Sargento da Armada ofereceu para brinde.

A autora  fez questão de agradecer a todos quantos estiveram,na apresentação do seu livro, deixando a seguinte mensagem:
A escritora Palmira Clara ao centro ladeada por duas poetizas.Maria Gertrudes Novais e Manuela Silva.
Foto de autoria:Marta Vaz


" Hoje é dia de saborear as flores.A todos quantos estiveram na sessão de apresentação do meu livro Do Amor à Esperança,por caminhos de Santiago,deixo o muito obrigada.Sem a vossa presença não seria possível.Foi um sucesso que a vós devo,por estarem lá, por participarem declamando,por terem adquirido o meu livro. Os meus sentidos ainda não fizeram totalmente o retorno. Ainda me sinto emocionada ao ouvir-vos declamar os meus humildes poemas. Ainda lembro cada rosto vosso, cada olhar, cada sorriso acolhedor.


Ao clube do Sargento da Armada,o meu agradecimento maior por ter tornado possível este evento e pelo carinho com que me receberam. Ganhei amigos.

Sinto-me cada vez mais rica de amizade.Ontem,alguém me dizia: " venha mais vezes,aqui no clube somos uma família"
Pois sinto-me completamente adotada.Obrigada a todos".
O Sargento Viegas  que fundou o CSA também declamou e
discursou.Foto de autoria:Marta Vaz


Sobre o Livro Do Amor à Esperança,a autora disse-nos:

"É um livro de poesia intimista, nele a autora fala de amor nas mais diversas formas de amor.Transporta-nos para o romance,por vezes sensual, na natureza calma,fala -nos da mesma natureza que descreve duma forma ímpar no seu crepúsculo, por exemplo,em harmonia perfeita dos quatros elementos,fala-nos do amor fraternal com uma eloquente paixão,no seu poema "Musa".


Pode consulta no link abaixo:

 LINK:: 


Palmira Clara dedica o seu livro aos pais
Aspeto parcial onde não faltou a guitarra.Foto de autoria:Marta Vaz

Dedico este livro em primeiro lugar a meus pais. A meu pai, José Clara, nascido e criado no campo e mais tarde operário em Lisboa, possuidor de uma sensibilidade ímpar que recordo no seu sorriso e no seu olhar; a minha mãe Maria da Conceição, que, cedo, ainda antes de eu entrar na escola, me ensinou a amar a poesia e me deu a conhecer Almeida Garrett, Gonçalo Anes (o Bandarra), Fernando Pessoa, entre outros; ao Dr. Fausto Leite, Advogado - meu “mentor”, que, entre outras coisas, me ensinou a buscar a perfeição no fazer das coisas, amigo, presente nas decisões mais importantes da minha vida; a meus filhos e, por extensão a meus netos, sem eles provavelmente eu já teria desistido de viver; à Marta Vaz que tem estado ao meu lado, com muito carinho.

" Através deste livro presto homenagem, à minha professora da 5ª e 6ª classe, na escola de Alvalade, Lisboa, entre 1968/70, Natália Patrocínio Bonet de Rego Chaves, que me incentivou a escrever poesia, aos meus onze anos"

HOMENAGEM PÓSTUMA
Palmira Clara deixou ainda uma mensagem para  a sua melhor amiga  Ana Bela Ferreira
"Um esquecimento imperdoável,mas ninguém é perfeito.Agradeço à minha irmã de coração Ana Bela Ferreira que me cedeu a fotografia da da turma.Essa fotografia que ela protegeu como quem protege a própria vida pois foi de Portugal antes do 25 de abril para Mocambique e "retornou" muitos anos depois".
Homenagem Póstuma

Através deste livro presto homenagem, à minha professora da 5ª e 6ª classe, na escola de Alvalade, Lisboa, entre 1968/70, Natália Patrocínio Bonet de Rego Chaves, que me incentivou a escrever poesia, aos meus onze anos de idade, a qual veio a falecer em abril de 1973. Gostaria de tê-la comigo neste momento para lhe mostrar o meu livro, diria o nosso, livro, pois este foi um sonho a duas; para ela uma homenagem muito especial e para todas as professoras que conseguem ver para além do simples aluno. 

Ela que me ensinou o valor da leitura, da liberdade, da verdade, da justiça. Sem ela não seria o que fui. Sem ela não seria quem sou nem o que serei. Querida Professora Natália, estás viva em mim, continuarás sempre ao meu lado, presente nos meus modestos versos, com todo o meu amor.

Uma vida ligada ao movimento Sindical?

" Sim desde os 17 aos 34 anos estive sempre ligada ao  movimento sindical como funcionária, foi uma parte importante da minha vida. Depois dos 34 anos é que me dediquei exclusivamente à solicitadora e abandonei os meios sindicais por não conseguir conciliar as duas coisas.Era muito para uma mulher só"

A escritora Palmira Clara, dirigiu-nos um convite de antecipação,a estar presente na próxima apresentação que, em principio terá lugar na biblioteca Municipal da Trafaria, Largo da República,no Mercado Municipal,em colaboração com a Junta de Freguesia de Trafaria,melhor dizendo União das Juntas de Freguesias de Caparica e Trafaria e que em principio prevê para dia 28 de Setembro, pelas 10 horas(mas sujeita a confirmação).


O Convite estende -se a todos que queiram participar nesse evento cultural. 

O livro e e-book é uma edição de comercialização de            www Amazon.com   e claro pode ser também adquirido à propria autora.




segunda-feira, 15 de julho de 2019

"O SOM DO SILÊNCIO" DA POETISA ALEXANDRA CONDUTO, COM PREFÁCIO DE ALBERTO CUDELL



Alexandra Conduto


Quase a chegar, o Livro do "Som do Silêncio"não posso deixar de partilhar a enorme honra de ter sido escolhido para ler esta obra em primeiro lugar.

Prefácio,de Alberto Cuddel, sobre o Livro "Som do Silêncio"

Antes de mais honra-me mormente o convite e o privilégio de prefaciar o livro “O Som do Silencio” da poetisa Alexandra Conduto, tanto mais que conheço bem as suas duas anteriores obras, onde a poeta homenageia o pai, na dor e saudade da sua perda.
Prefaciar um livro de poesia é estar aberto à surpresa, esperar ser surpreendido a cada virgula, a cada verso, a cada página, a poesia é uma das poucas artes literárias que remete o leitor para contemplação, para a arte de degustação da palavra, neste livro a autora despoja-se do passado, criando novas paisagens do sentir, esse despojamento esta bem patente logo no poema de abertura, “Despi a saudade que vestia, / Desfiz-me do manto com que me cobria, /Deixei de ouvir as palavras vazias, / Esquivei-me aos gestos frios. / Saí.” Ao percorrermos este livro escutamos o grito do silêncio, o quanto é forte e ruidoso, o quanto nos açoita e equaciona num desassossego permanente, um silêncio que nos acaricia pela mão suave da brisa. Numa linguagem directa, a autora desenha-nos paisagens de emoções, momentos e sensações.


Ao percorrermos este silêncio das palavras, vamos encontrando-nos com os sons do mundo, com os sons da alma, o enaltecimento da fé, o ruido do sol, uma alma que grita, até e porque não evidenciar uma sensualidade velada, quase oculta por entre o silêncio dos desejos carnais que gritam a peito aberto. 

Numa leitura mais atenta a cada um dos silêncios que inspiram a autora, vamos percebendo que o mundo que a rodeia é poesia no seu estado mais puro, uma simples janela que quebra o silêncio do dia, o nascimento do sol rasgando a noite, as grades do corpo que a aprisionam, o sofrimento contido no acto de ser mulher, mais que silêncio, este livro de poesia é um grito de desassossego, uma revolta sem medo, sem contemplações pela busca da afectividade, por esse desejo carnal que nos corrói…
“O Som do Silêncio” é na sua essência barulhento, a autora grita com cada um de nós numa exposição transparente da sua alma, cada sussurro, cada beijo, cada gemido aprisionado na garganta, encontro na leitura deste livro ainda uma escravidão social e silenciosa imposta à mulher nascida no seculo XX, uma demonstração de contenção linguística sem que grite e expluda no resultado da sua libertação, uma poesia sofrida e contida nas agruras da vida do emocional feminino, como tão bem foi mostrada por Florbela Espanca no inicio do seculo XX. 

O leitor atento será guiado pelas emoções, entre o sorriso e a lágrima, entre a loucura e o desprendimento, nasce o desejo, o desejo de mais, o desejo de ser, o desejo humano, corporal e afectivo. Despede-se a autora com um poema intrigante, descreve o sofrimento como se de uma inevitabilidade se tratasse, que nunca acaba:
“Já não sei quem sou. 

Já pouco importa 

De onde vim, 
Nem para onde vou. 
Sinto o mundo acabar 
De tanta vontade de te encontrar,
Na vontade de te ter 
Mesmo estando morta continuo a sofrer...”


Por tudo isto e pelo teu grito brilhantemente conseguido te dou os meus sinceros parabéns a ti Alexandra conduto. Uma obra a ser degustada devagar, sentido o aroma e o fluir dos corpos, em cada silêncio incontido.
Alberto Cuddel

De referir que António Alberto Teixeira Sousa  - Alberto Cuddel, um poeta que também tem publicado alguns livros,com destaque para-"Entre Pontos e Virgulas",Poesia O Silêncio Que a Noite Traz e "Como Fazer Amor".

Livro- Edições Hórus