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quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Literatura - António José da Costa Neves e Rui de Almeida Paiva vencem Prémios Literários 2020 "Cidade de Almada"

 Literatura

Sem Pavor, o cão do Giraldo, de António José da Costa Neves, é a obra vencedora do 32.º Prémio Literário Cidade de Almada. A história com ninguém (e com Alguém), da autoria de Rui de Almeida Paiva, recebeu o Prémio Literário Maria Rosa Colaço, na sua 15.ª edição


A Câmara Municipal de Almada anunciou este sábado, dia 7 de novembro de 2020, os autores distinguidos no âmbito dos Prémios Literários Cidade de Almada e Maria Rosa Colaço 2020.
 
32.º Prémio Literário Cidade de Almada
 
A obra vencedora do 32.º Prémio Literário Cidade de Almada é Sem Pavor, o cão do Giraldo, da autoria de António José da Costa Neves.
 
Em 2020, apresentaram-se a concurso 56 obras originais.
 
Segundo o júri, a obra premiada é um «romance que alia História e ficção de um modo criativo. Centrando-se no século XII e nas lutas por território entre cristãos e muçulmanos, este romance conjuga fatalidade histórica, ironia narrativa e imaginação propriamente literária. A figura de Geraldo Geraldes Sem Pavor emerge como protagonista do universo violento da época, sendo mesmo designado “o cão do Giraldo” pelas populações árabes. A tragédia pessoal deste narrador/observador/comentador da História acompanha as múltiplas mortes e vozes do seu século, nomeadamente Afonso Henriques, que viria a ser rei.»
 
O Prémio Literário Cidade de Almada tem como objetivo promover e incentivar a criação literária, distinguindo obras inéditas em língua portuguesa.  Em ano par, Romance e ano ímpar Poesia. 
 
15.º Prémio Literário Maria Rosa Colaço
 
A obra vencedora da 15.ª edição do Prémio Literário Maria Rosa Colaço é A história com ninguém (e com Alguém), da autoria, Rui de Almeida Paiva.
 
Em 2020, apresentaram-se a concurso 62 obras originais.
 
Segundo o júri, «A história com ninguém (e com Alguém) alimenta uma reflexão sobre identidade e alteridade recorrendo a construções retóricas paradoxais e do absurdo. A progressão narrativa mantém a coerência e o equilíbrio diegético.»  
 
O Prémio Literário Maria Rosa Colaço foi instituído com o objetivo de homenagear esta escritora de literatura infantojuvenil, distinguindo obras inéditas em língua portuguesa.  Em ano par, Literatura Juvenil e ano ímpar Literatura Infantil.
 
Estes Prémios Literários são promovidos, anualmente, pela Câmara Municipal de Almada. 
 
Os prémios pecuniários são no valor de 5 000 euros para o Prémio Literário Cidade de Almada e de 5 000 euros para o Prémio Literário Maria Rosa Colaço.
 

Cmalmada
07/11/2020

domingo, 15 de setembro de 2019

COSTA DE CAPARICA "REVISITAR O PASSADO DESTA FREGUESIA TÃO EMBLEMÁTICA DO NOSSO CONCELHO" [1]


Vou começar a publicar no Blogger - "O Meu Arquivo"  - 

"ALMADA NA HISTÓRIA" Boletim de Fontes Documentais editados pela Câmara Municipal de Almada e que fazem parte do Arquivo Histórico Municipal Casa Pargana.

Hoje escolhemos o Boletim Fontes Documentais , edição nº 32 de 2019,dedicado  há Freguesia da  Costa de Caparica,onde se narra parte da história da freguesia,terra de pescadores e turismo.

Apresentação

Em 2019 assinala-se o 70º aniversário da elevação da Costa de Caparica a sede de freguesia,terra de pescadores e de turismo.Foi no dia 12 de fevereiro de 1949,com a publicação em Diário do Governo que a Costa da Caparica alcançou o objetivo de autonomia administrativa no mapa do concelhio.

Para assinalar este acontecimento a Câmara Municipal de Almada dedica o conteúdo do Boletim de Fontes Documentais - Almada na História à divulgação de alguns documentos do rico e variado  património documental perservado no Arquivo Municipal,relacionados com a história e cultura da Costa de Caparica.

A evocação deste acontecimento é de particular simbolismo na evolução e afirmação hidtórica deste território no contexto concelhio,regional e nacional,e é odevido reconhecimento do singular carácter e identidade das gentes que edificaram o lugar,marcado pela relação com o mar.

A documentação histórica para conhecimento da Costa de Caparica no tempo, não é escassa mas encontra-se dispersa por diferentes arquivos.Esta edição identifica fontes de memória documental que nos revelam alguns acontecimentos mais ou menos conhecidos da vida social,económica, politica,cultural e religiosa do lugar,desde as primitivas ocupações da comunidade pescatória oriunda do litoral norte sul do país até aos meados dos anos 60 do século XX.

Neste contexto,seleconaram-se testemunhos dos atos institucionais,administrativos e politicos que moldaram o processo de criação da freguesia,iniciativas oficiais e particulares para promover e valorizar o desenvolvimento urbanístico e turístico da praia durante o Estado Novo,bem como dois testemunhos documentais inéditos da presença e atividade humana na praia da Costa,anteriores ao ano de 1770,e uma curiosa descrição médica de um habitante da Costa de Caparica.
Apresentam-se também documentos que constituem um retrato social e genealógico das diversas familias que habitaram a Costa no século XIX e um exemplo das vivências e crenças religiosas dos pescadores, com particular destaque aos papeis sociais protagonizados por José Ifigénio de Sousa e do padre Baltazar Carvalho.

Desejo a todos uma boa leitura,ao revisitar o passado desta freguesia tão emblemática do nosso concelho

A Presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros

Fonte:"in". Edição nº 32 de 2019 do Boletim  Fontes Documentais, do Arquivo Histórico Municipal Casa Pargana
           
                      

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Carla Pais e Ana Pessoa vencem concursos literários promovidos pelo município de Almada

 Prémio Literário Cidade de Almada e Prémio Literário Maria Rosa Colaço
A presidente da Câmara Municipal de Almada,Inês Medeiros,ladeada à sua direita por Carla Pais e à sua esquerda,por Ana Pessoa


Carla Paias venceu a 30.ª edição do Prémio Literário Cidade de Almada – Prosa, com o romance Um cão deitado à fossa.
 Ana Pessoa foi distinguida pela 13.ª edição Prémio Literário Maria Rosa Colaço, dedicada à literatura juvenil, com o original Aqui é um bom lugar.
Os galardões foram atribuídos este sábado, 27 de outubro, no Fórum Municipal Romeu Correia – Sala Pablo Neruda.
Em 2018 integraram as competições cerca de meia centena de obras originais.
A cada uma das autoras premiadas a Câmara Municipal de Almada atribuiu um prémio monetário no valor de cinco mil euros.

Prémio Literário Cidade de Almada – Prosa
«Um cão deitado à fossa é um romance cuja arquitetura literária se processa através do cruzamento de dois registos narrativos diferentes. Por um lado, temos uma estória que encena vidas marcadas por uma espécie de infelicidade dramática de natureza psicológica e afetiva, e onde um modo machista e repressivo de estar no mundo orienta, através de uma linguagem muito grosseira, comportamentos iníquos e atitudes violentas. Por outro lado, num registo gráfico e literário totalmente diferente, e através de uma forma de comentário estilisticamente muito cativante mas de grande contundência, temos uma espécie de libelo acusatório desse universo tipificado por homens egoístas e mulheres submissas.
Embora a atmosfera do romance seja a de uma ruralidade fechada nos seus próprios fantasmas, este é um romance muito agradável de ler. O tom violento e, por vezes, desesperado por que ele dá a ver as complexas relações entre homens e mulheres emerge de uma escrita cujo alcance propriamente literário deve ser reconhecido pela sua qualidade imagística e harmonia estilística», de acordo com o júri do Prémio Literário Cidade de Almada 2018.
Lançado pela Câmara Municipal de Almada, o Prémio Literário Cidade de Almada é considerado uma referência nacional na área da literatura e na promoção da criação literária em língua portuguesa.
 
A mesa que presidiu à cerimónia da entrega dos prémios,com as duas premiadas, em
ambos os extremos da mesa. Cerimónia que foi presidida por Inês Medeiros, presidente
 da Câmara Municipal de Almada.
Prémio Literário Maria Rosa Colaço
De acordo com a apreciação do júri, «em Aqui é um bom lugar, um longo e vivo registo autobiográfico, Teresa Tristeza (pseudónimo de Ana Pessoa) vai dando conta do seu mundo, daquilo que dentro de si fervilha e daquilo que sobre os outros vai pensando. Entre o Outono e o Verão, entre os 17 e os 18 anos, entre o terminus da sua passagem pela Escola Secundária e a entrada na Universidade, a protagonista regista as emoções, os dilemas, as incertezas, as angústias e perplexidades próprias do crescimento. Verosímil e forte, a narrativa envolve o potencial recetor – o jovem leitor – que, com facilidade, se identificará não apenas com as vivências partilhadas (em casa com a família, na escola com os colegas e professores, etc.), mas também com a linguagem e o estilo, muito contemporâneos, que distinguem o relato».
Carla Pais venceu a 30.ª edição do Prémio
Literário Cidade de Almada– Prosa
,
com o romance
 "Um cão deitado à fossa",
e a presidente da Câmara Municipal de Almada,
Inês Medeiros
 


Organizado pela Câmara Municipal de Almada, o Prémio Literário Maria Rosa Colaço pretende homenagear a ilustre escritora e incentivar a criatividade literária de autores portugueses, nos domínios da literatura infantil e juvenil.



Sobre as autoras

Carla Pais nasceu em Leiria, em 1979. Abandonou a escola aos dezassete anos para ser mãe, terminando mais tarde o 12.º ano à noite. Em 2012 decidiu instalar-se de armas e bagagens em França, onde fez limpezas, embalou salmão e tomou conta de crianças. Hoje é empregada de escritório num Centro de Formação à Distância.

Em 2015 venceu o Prémio Literário Horácio Bento Gouveia com o conto A Alma do Diabo. No mesmo ano obteve também o terceiro lugar no concurso de poesia Agostinho Gomes com o poema Assimetria dos Lábios.

Em 2016 o seu conto O búzio do meu pai foi selecionado para integrar a antologia de contos A Infância, promovida pelo Centro de Estudos Mário Cláudio.

Em 2017 a sua obra A Instrumentação do Fogo arrecadou o Prémio de Poesia Francisco Rodrigues Lobo.

Indigitado para o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís de 2016, o romance Mea Culpa acabou por não o obter, dado que a autora tinha publicado anteriormente uma outra obra de carácter ficcional, o que o regulamento não permitia.

 
A autarca Inês Medeiros, tendo a seu lado, Ana Pessoa,
 distinguida pela
 13.ª edição Prémio Literário Maria
 Rosa Colaço, 
dedicada à literatura juvenil,
com o original
 
"Aqui é um bom lugar"
.

Ana Pessoa nasceu em Lisboa, em 1982, e começou a escrever histórias aos 10 anos.
Estudou Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Alemães) na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Saiu de Portugal com 22 anos para fazer um estágio de seis meses na Alemanha e nunca mais voltou. Vive em Bruxelas desde 2007, onde trabalha como tradutora.

Tem contos publicados em várias coletâneas e textos premiados em Portugal (incluindo Jovens Criadores'10, Aveiro Jovem Criador 2010 e Jovens Criadores'12) e também noutras paragens (Concurso internacional de contos Um mar de palavras 2010, Espanha, Concurso Internacional de Teatro Castello di Duino 2011, Itália).

O seu primeiro livro, O caderno vermelho da rapariga karateca, venceu o Prémio Branquinho da Fonseca 2011, na modalidade Juvenil. Super- gigante é a sua segunda obra.





Fonte:Câmara Municipal de Almada
Fotos: Cmalmada