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quarta-feira, 11 de outubro de 2023

ALCÁCER - Á DESCOBERTA DA NOSSA HISTÓRIA: TORRE DO RELÓGIO

 

 


 
O Município de Alcácer do Sal deixe o convite para que parta “à descoberta da nossa história” e visite o Castelo de Alcácer e fique a conhecer a sua torre do relógio.
 
Torre em taipa militar, mandada erguer de raiz pelo califa Almóada Ya´qub al-Mansur em 1191. Com vigilância privilegiada sobre o porto fluvial e oceânico de Alcácer, no seu interior foi construído um compartimento, habitando nele uma família que ficava encarregada da defesa militar deste setor da muralha.
 

Após a conquista portuguesa de 1217, a torre manteve as suas funções militares. Em data indeterminada, mas algures no início do século XIV, passou da jurisdição da Ordem de Santiago para a vereação da Câmara Municipal de Alcácer do Sal. No início do século XVII (1607), a Câmara de Alcácer do Sal contratou Manuel Calado para consertar o relógio da “Villa” que, já na altura, estava nesta Torre.
 
Desde finais do século XVI/ início do XVII, a torre do relógio marca soberanamente a lenta passagem do tempo, sofrendo pouco ao longo dos séculos, enquanto a seus pés um fervilhar de alcacerenses nasceu, viveu e morreu, enquanto trabalhava, descarregava barcos, embarcava mercadorias e colocava as novidades em dia.
 
Fonte: Camara Municipal de Alcácer do Sal 
Fotos:CMAS

segunda-feira, 12 de julho de 2021

NOTICIAS SOBRE » ALCÁCER DO SAL 24 ANOS ENQUANTO CIDADE 1997 - 2021





Foi a 12 de julho de 1997 que Alcácer do Sal, deixou de ser vila para passar a estar classificada como cidade, foi Vila na minha meninice onde me fixei-me em 1960, com os meus pais e irmãos, no Bairro do Laranjal, por cima do Hospital, tendo por perto as escolas, onde transitei vindo da Escola sitiada, na Herdade de Monte Novo do Sul, residi nessa linda vila beijada pelo rio Sado até 1965,até vir morar para a minha outra cidade Almada.. Hoje dia 12 de Julho de 2021, a cidade comemora 24 anos, uma data que aqui registo e partilho, bem como, vos deixo aqui locais de interesse que poderá visitar.


Alcácer do Sal é uma cidade histórica, debruçando-se em anfiteatro sobre o rio Sado, povoada de velhos bairros medievais e encimada por um castelo de base muçulmana. É a sede de um município de grandes dimensões (o segundo maior do país), com 1479,94 km² de área, mas apenas pouco mais de 13 mil habitantes, subdivididos em quatro freguesias: Comporta, São Martinho, Torrão e União das Freguesias de Alcácer do Sal (Santa Maria do Castelo e Santiago) e Santa Susana.

O concelho é limitado a norte pelos municípios de Palmela, Vendas Novas e Montemor-o-Novo; a nordeste por Viana do Alentejo; a leste por Alvito; a sul, por Ferreira do Alentejo e Grândola; a oeste também por Grândola, através de um braço do estuário do Sado; e a noroeste, através do estuário do Sado, por Setúbal.

A poucos quilómetros da cidade de Alcácer, seguindo o curso do rio Sado para jusante, encontra-se a Reserva Natural do Estuário do Sado, que se desenvolve ao longo de cerca de 23.160 hectares, a maior parte dos quais corresponde a zonas húmidas, nomeadamente canais, esteiros e sapais.


Locais de interesse:


Torrão – O encanto desta freguesia emana das ruas e das casas encimadas por enormes chaminés. Recebeu foral manuelino em 1512 e terá sido berço de Bernardim Ribeiro, famoso poeta e escritor quinhentista.
A 35 quilómetros da sede do concelho, possui uma igreja paroquial, que é monumento nacional. Fora da vila, a caminho de Vila Nova de Baronia, surge, na extensa planície, uma construção singular – joia da arquitetura popular – a Ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso.
Numa paisagem de olivais e trigo não faltam os rebanhos de ovelhas, cujo leite permite o fabrico de produtos de qualidade: queijo e queijadas. No vale de Xarrana (afluente do Sado) ressaltam as azenhas e os freixos.
A barragem de Vale do Gaio é um dos locais ideais para a prática de vela, windsurf e pesca desportiva. Junto às suas águas existe um esplêndido hotel a convidar ao repouso e à contemplação da paisagem da região.

 

De salientar que o arroz ocupava muita mão de obra, com enormes ranchos de pessoas que se deslocavam do litoral do sul do país, para as herdades de Montevil, Cachopos, Monte Novo do Sul, Murta, Carrasqueira e Comporta, refiro-me apenas à margem esquerda da foz do Rio Sado, para a plantação do arroz e monda. Depois voltavam às suas origens e voltavam de novo, mas agora para a Ceifa do arroz

Comporta - Esta aldeia com crescente importância turística situa-se a pouca distância da costa oceânica e tem um conjunto arquitetónico equilibrado, que constitui um testemunho contra a uniformização e despersonalização típicos do desenvolvimento moderno. Uma das principais produções desta zona é o arroz. Destaca-se, nesta freguesia, a Carrasqueira, um povoado de pescadores integrado na Reserva Natural do Estuário do Sado cujas atividades dos seus habitantes se dividem entre a lida da terra e a faina marítima. A última é uma das atividades tradicionais das populações estuarinas que maior expressão económica tem atualmente. Destaca-se o porto de pesca palafítico, construção única na Europa que oferece uma boa perspetiva sobre os sapais. Ainda existem aqui as tradicionais habitações feitas em madeira, caniço e “bacejo” ou “estorno”.

Ponte de Alcácer do Sal, o ex- libre da cidade  que fazia a ligação ao sul, hoje com as novas infraestruturas rodoviárias criadas, a cidade passou a ficar mais isolada, sem aquele movimento de outrora, na  zona ribeirinha  da cidade, atualmente renovada, com uma ponte pedonal e a na sua margem esquerda, com zonas de lazer


Santa Susana – Pequena aldeia de casas brancas a sobressair das searas e dos sobreiros. Destacam-se a igreja e as suas duas magníficas pinturas sobre madeira, do séc. XVI. A barragem de Pego do Altar, nesta freguesia, é também convidativa. Entre os bosques e o céu azul, a superfície espelhada das águas presta-se aos prazeres e ao desafio das atividades aquáticas.

 

Herdade do Pinheiro – Constitui um exemplo de arquitetura e urbanismo populares, com casas brancas ordenadas num conjunto equilibrado. Do alto do Monte do Pinheiro dá para ver uma grande parte do estuário do Sado. Aqui nidificam várias espécies de aves, anatídeos e limícolas. Durante a época romana existia nesta herdade um centro industrial de salga de peixe, considerado um dos mais importantes do Mediterrâneo Ocidental.

 

Abul - De fundação fenícia, é um edifício de orientação comercial datado do século VII – VI a.C. 

  

Villa Romana de Santa Catarina de Sítimos – Estação arqueológica onde foram desenvolvidas escavações em 2006 e 2007, que revelaram uma piscina monumental e um santuário provavelmente dedicado à deusa Vénus. É possível efetuar visitas guiadas, com marcação prévia junto do Posto de Turismo ou do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Alcácer do Sal.


Site:Consulte aqui primeiras civilizações

Texto:Fonte: CM Alcácer do Sal

Fotos: Joaquim Candeias

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Galeão Amendoeira - Alcácer do Sal


Duas imagens do Amendoeira, no rio Sado, em Alcácer do Sal.  Foto do Meu Arquivo.

Galeão Amendoeira: Esta embarcação tradicional tem 18,84 metros de comprimento e lotação de 50 pessoas. Foi construída em 1925, na praia da Saúde, em Setúbal, por Artur Santos. Pertenceu inicialmente à firma “Manuel Francisco Afonso Herdeiros Lda.”, operando como embarcação de tráfego local. Foi adquirido em 1972 pela empresa “Unisado – União Salineira do Sado, lda”, que vendeu o galeão, em 1984, a Henri Frank van Uffelen Elisabeth. Este submeteu-o a obras de reconversão.  
Em 1997 foi sujeito à retirada de alguns dos seus elementos descaracterizadores. Em 2004 foi adquirido pela Câmara Municipal de Alcácer do Sal. 
O Galeão Amendoeira, tendo por fundo a ponte pedonal.
Naufragou no ano seguinte junto à praia “dos Fuzileiros”, em Troia, só regressando a casa em 2007 depois de uma complexa operação de resgate e do seu total restauro, com substituição do cavername, aparelhagem, motor, instalação elétrica e modernização dos sistemas de segurança. Recorde-se que a Câmara Municipal de Alcácer do Sal possui dois galeões do sal, embarcações tradicionais praticamente únicas no mundo já que das quinze que se pensa terem sobrevivido até hoje poucas se encontram a navegar e, ainda menos, no nosso país, de onde são originárias. 
O Amendoeira e o Pinto Luísa são pois testemunhas singulares desse passado em que o Sado era o principal motor económico da região, repleto de embarcações que transportavam mercadorias e gentes. Os dois galeões recordam também a importância do sal na história de Alcácer, batizada de Salácia Urbs Imperatoria pelos romanos, assim homenageando esse “ouro branco” que, até ao final do século XVIII, tinha nesta região a sua maior produção nacional.
Fonte: Câmara Municipal de Alcácer do Sal