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quinta-feira, 20 de julho de 2023

Celebração dos 190 anos da Batalha da Cova da Piedade, Desfile comemorativo sábado- 22 Pelas 17,00horas

 


No sábado, dia 22 de Julho, realiza-se um evento que vai assinalar os 190 anos da Batalha da Cova da Piedade (23 julho de 1833) e os 40 anos da atribuição do nome da data da revolução à avenida que liga a Freguesia de Laranjeiro e da Freguesia Cova da Piedade.

Esta iniciativa tem o seu início pelas 17 horas, na Praça da Portela (junto ao Oásis - Laranjeiro), inclui um desfile comemorativo ao longo da Av. 23 Julho, com paragem em diferentes marcos, assinalados por momentos fotográficos produzidos pelos alunos da Escola Francisco Simões, pontos onde se vai evocar momentos da Batalha da Cova da Piedade (Vitória Liberal).

A Batalha da Cova da Piedade foi travada no dia 23 de Julho de 1833 entre as forças Realistas de Dom Miguel e as forças Constitucionais de Dom Pedro IV. As tropas Liberais planejavam invadir Lisboa através da margem sul do Rio Tejo. A Junta de Freguesia de Laranjeiro e Feijó convida a população a participar neste evento que evoca esta data histórica, numa iniciativa das Escolas do Desportivo da Cova da Piedade e que conta com o apoio da Junta de Freguesia.

40º Aniversário do nome dado à Avenida 23 Julho de 1833


Foi há exatamente 40 anos que a Câmara Municipal de Almada decidiu dar o nome desta batalha a parte da Estrada Nacional 10. Ficou o novo nome “Av. 23 de Julho de 1833” (Vitória Liberal).

 Fonte: Junta de Freguesia Laranjeiro e Feijó.

 

domingo, 1 de novembro de 2020

APRESENTAÇÃO DO LIVRO -" FILHOS DA CIDADE MORTA" DE FRANCISCO CEIA

 "Este romance «Filhos da Cidade Morta», de Francisco Ceia, é um retrato de um país, é um encontro com as pessoas, com a linguagem feita de memórias e estórias, um romance com uma narrativa, 


O Auditório da Junta de Freguesia no Laranjeiro recebeu a apresentação do livro "Filhos da Cidade Morta" de Francisco Ceia. A mais recente obra deste autor alentejano foi apresentada por António Modesto Navarro.

"Este romance «Filhos da Cidade Morta», de Francisco Ceia, é um retrato de um país, é um encontro com as pessoas, com a linguagem feita de memórias e estórias, um romance com uma narrativa, marcada de regionalismos, de sentimentos que emergem da gíria, entre a alegoria, a ironia, o sarcasmo. Um romance onde a fantasia se encontra com a realidade. Surrealismo. Neo-realismo. Um estilo muito próprio que é a marca de uma escrita diferenciadora, com um ritmo próprio, no qual sentimos que todas as palavras têm peso e medida."

Francisco Ceia, numa das interpretações musicais, tendo a seu lado António Modesto Navarro, apresentador da obra do escritor alentejano
No final desta tarde cultural, Francisco Ceia ofereceu-nos algumas interpretações musicais de sua autoria que muito agradou a todos os presentes que manifestaram apreço pela escrita e pelas canções deste cantautor.

Fonte:Laranjeiro e Feijó

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

HISTÓRIA : LARANJEIRO - JUNTA DE FREGUESIA DE LARANJEIRO, CRIADA A 4 DE OUTUBRO DE 1985

 Antigo lugar do termo e Freguesia de Almada, a povoação de Laranjeiro é hoje, uma das onze freguesias do Concelho de Almada.

HISTÓRIA

Antigo lugar do termo e Freguesia de Almada, a povoação de Laranjeiro é hoje, uma das onze freguesias do Concelho de Almada.

Nos seus primórdios, era conhecido como local de passagem, ligando o sul do concelho a Cacilhas e à Vila de Almada, através da estrada que passando pelas Barrocas e Cova da Piedade conduzia à Mutela. Tratava-se de um amplo espaço rural onde pontificavam várias quintas, com as respetivas casas senhoriais, entre as quais a da Quinta dos Espadeiros, designação apontada por alguns historiadores locais, por força de nela haver permanecido, em finais do século VII, um foreiro da Albergaria de S. Lázaro, de nome Manuel Ribeiro, fabricante de espadas; a da Quinta de Santa Ana, edifício do mesmo século, propriedade do marquês de Sabugos, mas aforada a Agostinho de Rosales Santana; a da Quinta do Secretário, edifício do século XVIII, cujo nome lhe advém do seu proprietário, D. Gil Enes da Costa, ser ao tempo, Secretário de Estado; e a Quinta de Santo Amaro, um edifício do Século XIX, onde a Câmara Municipal instalou um centro de atividades culturais e em torno da qual se aponta ter nascido o topónimo de Laranjeiro.


Tal origem, não é, no entanto, pacífica, uma vez que há quem defenda a tese, segundo a qual, atribui o seu aparecimento à alcunha porque era conhecido o habitante de Cacilhas, José Rodrigues ( O Laranjeiro), proprietário da última das referidas Quintas situada naquele perímetro, generalizando assim o aludido topónimo entre as gentes da época.



Além das referidas casas, sublinhe-se a existência do Paço Real do Alfeite, um pequeno palácio do século XV, que foi residência do infante D. Francisco, mais tarde utilizado como pavilhão de caça. Esse imóvel, pertencente hoje à Base Naval de Lisboa, situava-se na antiga Quinta do Antelmo, devido à sua aquisição pelo infante ao desembargador António de Maia Aranha, após o que passou a casa do Infantado. Toda esta vasta franja territorial, que vai do Caramujo à foz do Rio Judeu, é pertença do Alfeite, propriedade da Ordem de Santiago, por doação de D, Sancho I, em consequência da doação de Almada à referida Ordem militar, em 1186. Voltou à posse da coroa com D. Dinis, em 1298. A partir de então, passou a pertencer ao dote das rainhas e D. Leonor Teles doou ou vendeu-o ao judeu David Negro.


Com a conquista da independência, D. João I incluiu na doação a Nuno Álvares Pereira, que, por sua vez, o doou à Ordem do Carmo ficando, pouco a pouco, alienado em frações.

Entretanto, em 1641, D. João IV confiscou a fração pertencente ao duque de Caminha e em 1654, cria a Casa do Infantado, doando-a ao Infante D. Pedro. Até 1834, data da extinção daquela casa, os diversos monarcas foram adquirindo as várias frações e concentrando-as naquele património. De tal sorte, que o Alfeite chegou a compreender ainda as Quintas da Penha, da Piedade, do Outeiro, da Romeira, do Antelmo e da Bomba. Nele estavam ainda incluídos, os pinhais de Corroios e do Cabral e na margem esquerda do rio Judeu, os moinhos do Galvão, da Passagem, do Capitão e da Torre, hoje território do concelho do Seixal.


Elevada à categoria de Freguesia em 4 de Outubro de 1985, em consequência da aprovação, por parte da Assembleia da República do Decreto-Lei 126/85, o território da Freguesia de Laranjeiro, constituí hoje um espaço urbano, o qual, conjuntamente com o das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Cacilhas, Feijó e Pragal, constituem a atual Cidade de Almada.


Com uma área de 400 ha fica situada a nascente do Concelho e confronta a Sul com a freguesia de Corroios (concelho do Seixal), a norte com a freguesia da Cova da Piedade, a Poente com a freguesia de Feijó e a nascente com o mar da Palha, abrangendo toda a área atualmente ocupada pela Base Naval de Lisboa – no Alfeite.


Fonte: Junta de Freguesia de Laranjeiro e Feijó.


A seguir: História - Feijó