quinta-feira, 11 de junho de 2020

PATRIMÓNIO MUNDIAL - ÉVORA - TEMPLO DIANA



Património Mundial da Humanidade desde 1986. Évora conserva tesouros inolvidáveis em pacifica harmonia com o pitoresco casario branco imaculado. Da Praça do Giraldo, animado centro arqitectónico adornado de arcas,consolado pela Igreja de Santo Antão e suavizada pela fonte Henriquina do século XVI parte-se, com entusiasmo, para o conhecimento do municipio.

Subindo pela Rua 5 de Outubro de coração aberto ao passado, descobre-se a Sé Catedral,eterna obra de profunda grandeza. A nobre fachada de transição romana - gótico perpetuou no interior um grandioso espaço de preciosa  oração.Visite os notáveis claustros do século XIV e admire o impressionante acervo de arte sacra exposto no Museu.

O Templo Diana,que durante alguns séculos, não foi resguardado,ergue-se alguns metros à frente, cativando o olhar do visitante mais desprevenido.Reliquia do século II- III, edificado no ponto dominante da  acrópole,outrora serviu de culto imperial e hoje é um simbolo decorativo de inestimável valor.Na mesma praça que somou culturas, homens e monumentos situa-se também o Palácio Cadaval e a Igreja de S. João Evangelista.

Claustros da Universidade de Évora
De visita à Évora dos estudantes,passe pela Universidade,magnifica construção fundada pelo cardeal-Rei D.Henrique e passeie pelos seus faustosos adornados por uma valisosa série de azuleijos. A igreja anexa do Espirito Santo é um curioso abrigo de fé.

Pela rua do Conde da Serpa da Tourega, à esquerda, chega ao Largo da Porta de Moura, característico local citadino enfeitado pela fonte da Renascença.A igreja da Misercórdia,notável templo pelos retábulos da talha barroca e painés de azuleijos de 1761 motiva-o a visitar outros templos de singular beleza. 

A igreja da Graça,a Igreja Real de São Francisco e a Capela dos Ossos, a Igreja das Mercês e a do Convento de Clara,são donas de pequenas maravilhas.

Ao sair da cidade não deixe de olhar o aqueduto da Água de Prata fundado pelo rei D.João III.






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terça-feira, 26 de maio de 2020

ALMADA FICA MAIS POBRE - FERNANDO BARÃO O ADEUS DE UM ASSOCIATIVISTA E HOMEM DE LETRAS (1924 - 2020)

   É MEDALHA DE OURO MÉRITO CULTURAL - ATRIBUÍDA PELA CÂMARA MUNICIPAL DE ALMADA,EM 1994
Fernando Barão, autor do prefácio,  Desportistas Almadense, da autoria de Henrique Mota,aquando da entrega ao atleta Olímpico de atletismo, do Sport Lisboa e Benfica, do Volume IV do  livro, Desportistas Almadenses, onde consta a biografia do atleta,que nasceu para o atletismo no Núcleo Desportivo Juvenil do Laranjeiro.De referir que o autor, Henrique Mota, já tinha falecido, aquando da apresentação  do livro.

Após uns dias ausente do concelho de Almada,fui confrontado com noticia do  falecimento,ontem, segunda feira dia 25 de maio, Fernando Miranda Barão,um decano do meio associativista,um homem simples e humanista, que nos deixa, aos 96 anos, concluídos no dia 2 de janeiro,uma perda grande para o nosso concelho,um homem simples e amigo do seu amigo. Para a sua familia as minhas sentidas condolências e que descanse em Paz.

A vida de Fernando Barão está muito ligado  á vida associativa do concelho de Almada, e em especial. ao seu  Ginásio Clube do Sul, que recentemente aquando da passagem do seu Centenário, a 17 de maio, Fernando Barão que era sócio nº 1 da coletividade, deixou uma mensagem de saudação, que pode ser lida AQUI NO LINK aquela que foi a sua última homenagem ao seu Ginásio, recordando o seu próprio percurso e o percurso do Ginásio Clube do Sul na sua existência.

Em 1994 a Câmara Municipal de Almada, atribuiu a Medalha de Ouro e Mérito Cultural, face ter dedicado parte da sua vida ao movimento associatvo, com cargos directivos no Ginásio Clube do Sul, Clube de Campismo do Concelho de Almada,Incrível Almadense, Federação de Campismo e Caravanismo, Bombeiros Voluntários de Cacilhas e Associação de Comerciantes do Distrito de Setúbal(delegação de Almada) e provedor da Misercórdia de Almada entre 1974 e 1986. É sócio de Mérito do Clube de Campismo do Concelho de Almada e sócio honorário do Ginásio Clube do Sul,clube que, em 1992, lhe atribuiu o troféu" Prestigio Ginasista" e da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense.

 Foi organizador, em 1970,no 50º aniversário do Ginásio Clube do Sul, dos colóquios "Problemas da Juventude" e "Encontro das Colectividades Populares". Na Convenção da Esquerda Democrática interveio com o trabalho " O Papel das Instituições Coletivas no Estado Democrático". Foi mandatário concelhio nas duas vezes em que o dr. Mário Soares se candidatou à Presidência da Républica


Outra faceta deste grande homem, para além do movimento associativo,  foi a sua obra literária que vai perdurar para sempre, como uma referência, Ginásio Clube do Sul - 75 anos de Glória; Cacilhas,Memórias Soltas e outras e também as suas ligações  à Imprensa e Rádio ter colaborado nos programas de rádio Ondearte,Imagens Piedenses e Margem Sul, da Rádio Nascença.
Na sessão solene do Ginásio Clube do
Sul,fez a apresentação do seu livro
Cacilhas, Memórias Soltas,narrativa (1994)



Para dar a conhecer o Homem - Fernando Barão, publicamos aqui a sua Bio- Bibliografia, extraído do livro - Gentes de Letras Com Vinculo a Almada. (1*)

Fernando Miranda Barão, demonstrou muito cedo uma apetência especial para a vida associativa do seu concelho,envolvendo-se em múltiplas áreas no seio das principais coletividades  almadenses, das quais destacamos: o desporto, o campismo, a fotografia,o jornalismo,o teatro e a literatura. A sua forte propensão para a escrita fez comque começasse a escrever para os jornais, ainda  nos anos quarenta, incentivado por alguns amigos, colaboradores assíduos da Gazeta Sul do Montijo. Foi um dos colaboradores mais activos do Jornal de Almada,onde assinou durante décadas  várias crónicas semanais e contos sobre o quotidiano da sua terra.

Também escreveu para os jornais Praia do Sol e Fogo e Paz, além de ter colaborado nos programas de rádio Ondearte, Imagens Piedenses e Margem Sul e Rádio Renascença. Dirigiu os bole das suas coletividades  dilectas:  Fogo de Campo, Ginásio, O Incrível e O Scala. Em  1970 foi oprincipal organizador  do 1º Congresso das Coletividades do Concelho de Almada, integrado nas comemorações do 50º aniversário do Ginásio Clube do Sul. No biénio 1970/71 fez parte da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Almada. Entre 1972 e 1986 foi Provedor da Santa Casa da Misercórdia de Almada.

Pertenceu à Comissão Instaladora da Junta de Freguesia de Cacilhas, fazendo parte do seu primeiro executivo. No mandato seguinte foi Presidente da Assembleia de Freguesia.Ocupou diversos cargos como dirigente do Ginásio Clube do Sule da Incrivel Almadense, das quais é sócio honorário. É sócio fundador e presidente da Mesa da Assembleia Geral da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada. Embora só escrevesse o seu primeiro livro aos 65 anos.

Desde os anos 50 que viu a sua qualidade literária ser reconhecida, através da atribuição de diversos prémios literários em Jogos Florais. Durante os últimos anos tem sido convidado para apresentar e prefaciar livros da autoria de inúmeros escritores e poetas do  concelho. Em 1994 foi distinguido com a Medalha de Ouro de Mérito Cultural pela Câmara Municipal de Almada.

Publicou: Estórias D' Almada Antiga, narrativa(1990); Escapes de Uma Vida, poesia (1992); Cacilhas, Memórias Soltas,narrativa (1994); Ginásio Clube do Su,75 anos de Glória, biografia(1995) - de parceria com Henrique Mota;  Margem Sul.poesia (1997); Chico de Almada - Histórias Alegres, ficção (2002), e Clube Recreativo José Avelino,Uma Colectividade Especial na História de Cacilhas, história(2004).


(1*) autores VictorAparício; Luís Alves Milheiro, Abrantes Raposo e Artur Vaz.

Fernando Barão,em1994, aquando do 74º Aniversário do Ginásio Clube do Sul, dia em que também fez
apresentação do seu livro Cacilhas Memórias Soltas



      

quinta-feira, 21 de maio de 2020

REABRIU A CASA DA CERCA, FAÇA UMA VISITA AOS ESPAÇOS EXTERIORES, INCLUINDO JARDIM BOTÂNICO - O CHÃO DAS ARTES




A Câmara Municipal de Almada, de acordo com o plano de Desconfinamento, anunciou a abertura da Casa da Cerca, que ocorreu  no passado dia 18 de maio, com horário especial: Todos os dias, das 14h às 19 horas. 
Pode consultar aqui as várias atividades que pode visitar


sexta-feira, 15 de maio de 2020

ARTE XÁVEGA ,NA PRAIA DO MATO, COSTA DE CAPARICA

 
Os pescadores já na parte final a fecharam a rede para o peixe ficar dentro do saco,que depois é aberto e o peixe, é despejado numa lona ,onde é depois escolhido por tamanho e colocados,dentro de caixas. Na figura abaixo: 

Hoje aproveitei um pouco o desconfinamento,devido ao Covid - 19,e a parte da tarde foi passada no areal das praias da Costa de Caparica,que por sinal,a faina estava de volta,na tradicional Arte Xávega,uma tradição pescatória dos pescadores da Costa de Caparica, Fonte da Telha e Trafaria. Os tempos mudaram e, atualmente a arte xávega é feita com a ajuda de tratores,tendo-se tornado num processo muito mais rápido e menos doloroso.

A arte xávega é uma pesca tradicional de cerco e arrasto, praticada aqui na nossa costa maritima que vai da Costa de Caparica até à Fonte da Telha. Os tempos mudaram e, atualmente a Xávega é feita com a ajuda de tratores,quando antes eram utilizados,juntas de bois,ou mesmo os braços do homem, para puxarem as redes,um processo muito moroso e doloroso. 

O aparelho de pesca é constituído por um saco,prolongado por duas mangas, nos estremos das quais se amarram os cabos.Uma das extremidade do aparelho fica em terra,enquanto o resto é colocado a bordo da embarcação,adaptada de motor, que sai para o mar, e depois vai largando a rede e no final trás a outra extremidade para terra e ambas são depois puxadas por dois tratores.

Esta pesca tradicional praticada na Costa de Caparica faz parte do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Memórias - Pragal : Aquando da Exposição de Pintura de um dos seus Filhos, Manuel Rodrigues Domingos

 "A minha simplicidade de operário da construção civil afastou-me,quem sabe, de uma grande carreira artística"
João Fernando,presidente da Associação Cultural Manuel da Fonseca e Manuel Rodrigues Domingos

Neste post vou publicar uma entrevista que realizei a Manuel Rodrigues Domingos-"Manel Daspanholas",na Associação Cultura Manuel da Fonseca,no Pragal,na altura presidida por João Fernando e que ainda hoje está á frente dos destinos da Associação,como presidente,a propósito, da Exposição de Pintura, que esteve patente,nessa agremiação Cultural do Pragal, de 2 de novembro até ao final de dezembro, de 1997. 

Entrevista essa publicada no então- Jornal de Almada, a 21 de Novembro de 1997,e que aqui a vamos reproduzir:.


-" Nascido na Freguesia do Pragal em 12 de julho de 1931[...],muito cedo, após a instrução primária, se tornou operário da construção civil. Tal como muitos outros jovens com quem viveu, não foi fácil a adaptação à dura realidade das infâncias de então. A fuga para um mundo consetâneo com a sua tenra idade fazia-se através de refúgios no "Forno de Cima",na Arrábida -Tejo,onde as brincadeiras substituíam a rotina da sobrevivência.Foi talvez nestes refúgios que se apaixonou pela envolvência natural das paisagens que o rodeavam.

Foi um amor que permaneceu mesmo quando estava longe do seu país, na emigração, recurso para uma vida melhor.Foi  este amor que o levou a iniciar-se, então,na pintura e na escrita,com traços muito próprios, quem sabe  numa forma de perpetuar imagens marcantes de realidades sofridas e envolventes»- assim foi apresentado o artista pela direção da Associação Cultural Manuel da Fomseca,então presidida por João Fernando.


"A minha simplicidade de operário da construção civil afastou-me,quem sabe, de uma grande carreira artística"


A Associação Cultural Manuel da Fonseca, no Pragal,está patente ao público,desde o passado dia 2 de Novembro,prolongando-se até final do mês de Dezembro, a Exposição de Pintura de 'Manel Daspanholas',um pragalense que decidiu, finalmente,colocar à vista o seu rico munto artístico,com uma série de quadros de fazer inveja a muitos pintores. 

Nuna das visitas que fizemos à Galeria Manuelda Fonseca, a nossa reportagem falou com o pintor Manuel Rodrigues, um homem simples e que nos recebeu de forma amável e cordial,mas ao mesmo tempo com certa admiração pela inesperada entrevista que lhes solicitamos para que desse a conhecer umpouco da sua vida de pintor.

O seu gosto pela pintura já vinha de longe e mais o apetite se aguçou por esta arte, quando como operário da construção civil foi trabalhar para a casa dopintor Peniche Galveias. Aí, como nos disse admirou belas obras,chegando mesmo a deixar o trabalho para apreciar os quadros expostos na casa de Peniche Galveias. Esse gosto pela pintura,não passou despercebido ao pintor,que observava atentamente Manuel Rodrigues, sem que este desse por isso.

- Decerto que o pintor Peniche Galveias o influenciou Bastante?

-" Sim, ao notar o meu sentido e gosto pela pintura,um dia disse se eu queria experimentar fazer algumas pinturas. A minha resposta embora com alguma timidez, foi logo que sim; e então ele deu-me todo o material necessário, como pincéis,tintas,guache, carvão e ainda me deu 20$00,para eu comprar oque fosse necessário. Os primeiros trabalhos foram feitos e apresentados ao pintor,oqual ficou encantado com os mesmos, tendo de seguida apresentado ao Manuel Cargaleiro e a aalguns peritos na matéria,os quais ficaram fascinados. Estavamos no ano  de 1956".

"Manuel Cargaleiro,marcou uma entrevista com um responsável da Fundação  Caloustne GulbenKian, mas  não compareci " Um simples operário da construção civil,a ser recebido por doutores e professores(dai como disse passei ao lado de uma carreira)"



- Mas quando tudo indicava que as portas se estavam  a abrir para o sucesso,por iroina do destino,o senhor passou ao lado de uma grande carreira. O que se passou de concreto?

-" Disse muito bem que eu passei ao lado de uma grande carreira,porque na altura o Manuel Gargaleiro,marcou uma entrevista com um responsável da Fundação Gulbenkian,para ver a possibilidade de me ser atríbuido um subsídio,mas na hora "H" eu não compareci.Repare,um simples operário da construção civil a ser recebido por doutores ou professores,isso para mim fazia-me grande confusão, daí,talvez,como disse no inicio, eu ter passado ao lado de uma carreira, mas a opção foi tomada.É natural que volvidos todos estes anos,penso que se fosse hoje, não teria hesitado".

- Depois seguiu-se a emigração?

-" Sim, emigrei para o sul de França, para exercer a minha atividade na construção civil, depois fiz parte de um grupo de pintores e poetas,pessoas das artes.Aí fui aceite como mascote, os meus trabalhos começaram a ser vistos e hoje,do que sei, bebi muito,no seio desse extraordinário grupo de que guardo as melhores recordações".

- Após o seu regresso ao país e à terra natal que o acolheu e lhe propôs que divulgasse um pouco da sua arte,arte essa que naturalmente é pouco conhecida dos portugueses?

-" Naturalmente os anos passaram, chegou a reforma e nada melhor que regressar à nossa terra; e foi com muita alegria que recebi o convite para expor os meus trabalhos aqui na galeria da Associação Manuel da Fonseca. E desde já o meu agradecimento à direção da Associação, por me ter facultado este espaço para eu fazer a minha exposição":

- Gostaríamos de saber se já passaram por aqui,para apreciar os seus trabalhos, os pintores Peniche Galveias e Manuel Gargaleiro?

-" Não,ainda não estiveram cá,mas gostaria imenso que eles passassem por aqui, para verem a minha exposição.Daí através do «Jornal de Almada» para que eles apareçam aqui no Pragal".

Esta a entrevista possível ao pintor, ao autodidacta,ao homem simples que ao fim de uma vida árdua,mantém a mesma simplicidade, a mesma timidez, a mesma humildade e postura que não passou despercebida ao entrevistador.
apreciar

sábado, 18 de abril de 2020

NO DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS - INCLUO O PARQUE DA PAZ EM ALMADA


O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi instituído em 18 de Abril de 1982 pelo ICOMOS e aprovado pela Unesco no ano seguinte. A partir de então, esta data comemorativa tem vindo a oferecer a oportunidade de aumentar a consciência pública relativamente à diversidade do património e aos esforços necessários para o proteger e conservar, permitindo,ainda,chamar a atençao para a sua vulnerabilidade.

Representando um momento anual de celebração da diversidade patrimonial, pretende-se que o dia18 de Abril funcione como um marco comemorativo do património nacional, mas que celebre, também a solidariedade internacional em torno da salvaguarda e da Valorização do património  de todo o mundo.

Neste dia de 18 de Abril de 2020, escolho como um dos  Sitios,o Parque da Paz,situado na cidade de Almada, com cerca de 60 hectares, consistindo no pulmão da cidade.
Inserindo no meio da cidade para além de zonas relvadas,matas,zonas de descanso, caminhos e lagos,um Monumento à Paz,de José Aurélio, com 40 metros de comprimento e 26 de altura.

 A HISTORIA DA PAZ - O TEMPO DA PAZ   (*)

A história do Parque da Paz, começa aquando,após o 25 de Abril de 1974, a Comissão Administrativa Democrática, resolveu cancelar os antigos planos de urbanização da cidade e começar a projetar um novo concelho.

Foi definido um conjunto de objectivos programáticos que permitiram reservar áreas para equipamentos culturais,educativos e espaços de lazer e serviços,colocando a população como os grandes destinatários das decisões locais. Nascia o Plano Parcial de Almada e, com ele, uma nova visão para a cidade,substituindo uma floresta de betão por um pulmão verde. Mas, reunir os atuais 60 hectares do Parque foi uma epopeia, porque os recursos eram muitos escassos e havia muitas prioridades: não havia tratamento de lixo,os esgotos corriam a céu aberto,a água não chegava aos andares mais altos das habitações...

Em 1986 concluiu-se a avaliação dos terrenos para expropriação e foram depositados à ordem do juiz da comarca 163 mil contos, conseguindo assim a declaração de utilidade pública para tomar posse do espaço e iniciar o projecto do professor Sidónio Pardal. Mas a alteração ao código de expropriações fez  disparar o valor das indemnizações os 5  milhões de contos.Apesar desta grande alteração ao valor a pagar, o excecutivo municipal não desistiu e, com muita determinação, imaginação e esforço, conseguiu reunir em vários anos recursos necessários.


A CONSTRUÇÃO DO PARQUE DA PAZ

À medida que iam sendo pagas as indemnizações fixadas por via judicial, conforme a lei, avançou-se com as obras no Parque da Paz,construído por uma equipa própria e, por etapas,entregue faseadamente aos almadenses.
Os dois grandes objectivos  foram travar uma verdadeira selva de cimento prevista para o local antes do 25 de Abril,e transformar aquele lugar,exposto ao trânsito e à poluição visual e acústica, numlugar aprazivel, com interioridade, com valor paisagístico próprio e que se torna-se numa referência para a cidade. Os terrenos foram totalmente remodelados, de forma a isolar o espaço através de barreiras visuais e acústicas e criar áreas interiores. Ao todo, foram plantadas cerca de  22.035 árvores,sendo  as espécies mais  representativas o sobreiro, o pinheiro manso, o pinheiro bravo,o carvalho, o cedro, a oliveira e a olaia.


(*) "in" O Tempo da Paz  -Almada Terra Futuro - Exposição
Fonte Cmalmada

O Tempo da Paz,extraímos a mensagem  da presidente da Câmara Municipal de Almada,Maria Emilia Neto Sousa.
"Com o 25 de Abril,Almada fez da revolução um verbo e, travando o caos urbanistico, começou a idealizar um lugar novo. O Parque da Paz
foi um sonho,antigo, dificíl de fazer acontecer,mas talvez por isso tenha este sabor especial. Para quem sonhou,para quem ousou persegui-lo,para quem não desistiu de oferecer ao concelho um espaço de excelência que demorou mais de duas décadas a acontecer. Por isso é preciso contar a sua história, sentir o peso de cada decisão,o porquê dos seus contornos, a sua alma!

Hoje, olhamos o Parque da Paz,inundado de gente, repleto de crianças,a correr livres, de pessoas a marchar, a correr, a andar de bicicleta, de jovens a namorar nos pórticos de xito e granito,num mundo só eu onde só o amor faz sentido... e pensamos: vale a pena!
Cada  noite mal dormida,a cada recuo, cada sobressalto.

A história do Parque da Paz é esmagadora, por isso,é tempo de contar O Tempo da PAz!"



quinta-feira, 9 de abril de 2020

Galeão Amendoeira - Alcácer do Sal


Duas imagens do Amendoeira, no rio Sado, em Alcácer do Sal.  Foto do Meu Arquivo.

Galeão Amendoeira: Esta embarcação tradicional tem 18,84 metros de comprimento e lotação de 50 pessoas. Foi construída em 1925, na praia da Saúde, em Setúbal, por Artur Santos. Pertenceu inicialmente à firma “Manuel Francisco Afonso Herdeiros Lda.”, operando como embarcação de tráfego local. Foi adquirido em 1972 pela empresa “Unisado – União Salineira do Sado, lda”, que vendeu o galeão, em 1984, a Henri Frank van Uffelen Elisabeth. Este submeteu-o a obras de reconversão.  
Em 1997 foi sujeito à retirada de alguns dos seus elementos descaracterizadores. Em 2004 foi adquirido pela Câmara Municipal de Alcácer do Sal. 
O Galeão Amendoeira, tendo por fundo a ponte pedonal.
Naufragou no ano seguinte junto à praia “dos Fuzileiros”, em Troia, só regressando a casa em 2007 depois de uma complexa operação de resgate e do seu total restauro, com substituição do cavername, aparelhagem, motor, instalação elétrica e modernização dos sistemas de segurança. Recorde-se que a Câmara Municipal de Alcácer do Sal possui dois galeões do sal, embarcações tradicionais praticamente únicas no mundo já que das quinze que se pensa terem sobrevivido até hoje poucas se encontram a navegar e, ainda menos, no nosso país, de onde são originárias. 
O Amendoeira e o Pinto Luísa são pois testemunhas singulares desse passado em que o Sado era o principal motor económico da região, repleto de embarcações que transportavam mercadorias e gentes. Os dois galeões recordam também a importância do sal na história de Alcácer, batizada de Salácia Urbs Imperatoria pelos romanos, assim homenageando esse “ouro branco” que, até ao final do século XVIII, tinha nesta região a sua maior produção nacional.
Fonte: Câmara Municipal de Alcácer do Sal

quarta-feira, 8 de abril de 2020

ALMADA,TERRA CORAGEM - DE ORLANDO LARANJEIRO - DEIXEM-ME SER QUEM SOU


Do livro " Deixem-me Ser Quem Sou! " de Orlando Laranjeiro,em Memórias e Desabafos de um Associativista Almadense, além de ser o titulo deste livro,constitui o primeiro de muitos desabafos,escritos intemporalmente e filhos de variados estados de espírito que abrem este "amontoado" de páginas do autor, onde procura fazer o balanço de uma vida já longa,recheada de peripécias,acreditanto na importaãnçia de algumas delas para memória futura.Aqui vos deixo este poema: Almada,Terra Coragem


ALMADA,TERRA CORAGEM
Vive em frente de Lisboa

Sobre o Tejo Debruçada
Terra de gente de proa
Linda Cidade de Almada


Há quem lhe chame Outra Banda
Por morar do lado esquerdo
Ser sentinela e varanda
De um povo que não tem medo

Foi terra valente
Por nós sempre amada
Foi grito,semente 
De gente acordada
Almada fabril
De ganga vestida
Almada de Abril
Nunca foi vencida

No tempo da tirania
A velha Vila de Almada
Lutou p'la democracia
Foi bandeira e foi vanguarda

Por isso a ti, ó Cidade
Quero prestar-te homenagem
Raiz, Força,Liberdade
Almada,Terra Coragem

De:

Orlando Laranjeiro
Deixem-me ser Quem Sou!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Comemoração do Dia da Escrita à Mão · 23 de janeiro de 2020



Comemoração do Dia da Escrita à Mão · 23 de janeiro de 2020


10 conselhos para melhorar a caligrafia

O “Relatório sobre a Escrita na Era Digital” elaborado pela BIC reúne uma análise levada a cabo por vários especialistas onde se destaca a importância da escrita manual e apresenta dez hábitos para melhorar a caligrafia.

Neuroinvestigadores e psicopedagogos afirmam que escrever à mão tem vantagens evidentes em relação ao uso do teclado, além de tratar-se de uma prática relaxante.

O auge do lettering, o regresso do diário pessoal, assim como novos passatempos ou hobbies, como o bullet journal, confirmam que a escrita através de esferográficas ou marcadores é uma tendência que tem vindo a crescer.


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A caligrafia nas suas múltiplas formas volta a ser tendência e uma letra bonita tornou-se novamente um símbolo de distinção. São, por isso, cada vez mais frequentes os workshops destinados a melhorar a caligrafia e, em especial, a prática dos estilos caligráficos históricos e lettering.

Os especialistas investigadores estão de acordo que escrever à mão tem evidentes vantagens quando comparado com o uso do teclado. Entre estas, destaca-se o facto de permitir um melhor conhecimento da ortografia, uma maior facilidade e fluidez na redação de textos, maior capacidade e compreensão de leitura e melhoria da memória. Por outro lado, o ato de escrever é para muitas pessoas uma atividade de relaxamento.

Atualmente novos passatempos e hobbies como o “bullet journal” - sistema que permite organizar as listas de tarefas de uma forma específica e focada nos resultados – ou o regresso do hábito de escrever um diário pessoal, que está a despertar uma verdadeira paixão um pouco por todo o mundo, põem à prova a criatividade de quem se atreve a dar forma às suas inquietações com a ajuda de uma caneta esferográfica ou lapiseira. 

As novas tendências confirmam que estamos perante um renovado e crescente interesse pela escrita manual. Uma tendência que a BIC, a icónica marca de esferográficas e materiais de papelaria, destaca no seu primeiro “Relatório sobre a escrita na era digital”.


10 conselhos para melhorar a escrita
 
A prática leva à perfeição e, por isso, os especialistas da BIC compilaram os principais hábitos que ajudam a criar as bases para o aperfeiçoamento da caligrafia:
1.       Procure o momento adequado para praticar. Dedique cerca de 20 minutos por dia a praticar a nova letra com absoluta dedicação e concentração. É importante que este momento não seja partilhado com outras atividades.

2.       Escolha um ambiente agradável, sóbrio e cómodo. Não tenha em redor mais do que o necessário: papel, esferográfica e vontade de melhorar.

3.       Escreva com a mesma calma com que respira e não retenha a respiração. Tenha em conta que uma parte muito importante da beleza e qualidade da escrita é marcada pelo ritmo do tracejado. Tente encontrar uma cadência nos traços que lhe seja confortável. A mão não deve ter um ritmo mais acelerado do que o cérebro para que não perca o controlo. Considere a possibilidade de converter este momento de relaxamento numa nova forma de meditar e de bem-estar.

4.       Mantenha a postura adequada. Certifique-se de que tem espaço para apoiar os braços e evite cruzar as pernas. Mantenha os pés assentes no chão e as costas sem tensão. Tente escrever com os pés à frente da cadeira, as costas direitas, e incline ligeiramente o papel para a esquerda ou direita consoante a mão utilizada.

5.       Preste atenção ao papel. Coloque três ou quatro folhas de papel por baixo da folha a usar para que formem um pequeno colchão. Por outro lado, escrever sobre um bloco demasiado grosso pode distorcer a letra.

6.       Escolha a esferográfica ou lápis adequado (e agarre-o corretamente). Normalmente tendemos a segurar a esferográfica formando uma garra, com os dedos dobrados e muito apertados, mas a melhor forma é com os dedos estendidos e o pulso direito, fazendo força a partir do ombro. A caneta deve descansar entre os dedos indicador e polegar. As esferográficas muito finas são mais difíceis de agarrar e podem cansar mais os músculos. Para que a mão tenha um melhor desempenho e evitar dores provocadas por longos períodos de escrita, é importante fazer breves exercícios aos músculos.

7.       Pratique os traços. Um dos truques é repetir linhas em ziguezague ou desenhar vários círculos pequenos e escrever letras no interior. O Pinterest pode ser uma fonte de vários exercícios.

8.       Tire tempo. Dedique meia hora por dia, durante seis ou oito semanas, até alcançar os resultados pretendidos. Para não desistir, estipule-os como um objetivo a longo prazo. É aconselhável começar com um ritmo lento e acelerar aos poucos. O primeiro passo é reduzir a velocidade da escrita. Em vez de se tornar monótono, este gesto permite dedicar a máxima atenção a cada traço tornando esta atividade muito relaxante. Assimule este momento com paz e tranquilidade, como uma espécie de mindfulness caligráfico.

9.       Use a criatividade. É importante para não cair no aborrecimento. Pratique usando repetições de frases com aliterações, copie letras de canções ou fragmentos de livros favoritos.
  1. Experimente os métodos clássicos. Entre os métodos mais populares encontra-se o de Spencer, utilizado em meados do século XIX nas escolas dos Estados Unidos e que atualmente voltou a ser famoso graças aos seus traços elegantes.

Para aceder à versão completa do “Relatório sobre a escrita na era digital”, por favor, carregue no seguinte link.


BIC, um compromisso muito além do produto
Desde os anos 50 que a BIC tem estado presente desde a fase inicial da educação das crianças, sobretudo quando aprendem a escrever. Quase 75 anos a fabricar produtos de escrita de qualidade e acessíveis a todos, desde a mítica esferográfica BIC® Cristal®, passando pelo clássico BIC® 4 Cores, até aos novos e tecnologicamente avançados modelos da coleção Quick Dry da esferográfica de gel BIC® Gel-ocity®. Um compromisso que vai, atualmente, além do produto, já que a empresa apoia os mais pequenos para que desenvolvam as suas mentes ao máximo de uma forma integrada, tanto em Portugal como em todo o mundo.


A BIC é líder mundial em artigos de papelaria, isqueiros e lâminas de barbear. Com cerca de 75 anos de atividade, a marca sempre ofereceu a mais alta qualidade a preços acessíveis. Os produtos BIC® respondem às necessidades diárias com soluções simples, confiáveis e originais.
 




quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

DO LIVRO "O SOM DO SILÊNÇIO" - LUA TRAIÇOEIRA



Aqui vos deixo com mais um poema da poetisa, Alexandra Conduto,do seu livro "O Som do Silêncio"que já vai na sua segunda edição e  que pode ser adquirido aqui, através da página da autora cujo link está no fim do poema


LUA TRAIÇOEIRA

Eu,noite escura
Coberta com meu negro manto,
Vi como tu beijavas a lua
Enquanto ela se insinuava nua
E na tua cama se metia.
Essa lua traiçoeira,
Que sempre fica à tua cabeçeira,
Que se julga tua dona,
Convencida que é a única
Que tu amas.
Mal ela pode saber
Que é comigo que tu vens ter,
Assim que o dia nascer
E eu o manto negro despir
Enquanto ela vai dormir,
Feliz e presumida,
Por ter sido por ti, possuída.
Nunca ela poderá saber
Que apenas é só mais uma...
E que afinal é nos meus braços
Que tu vibras de paixão
E de prazer.

Autora: Alexandra Conduto

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