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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

ALEXANDRA CONDUTO -" ESTE LIVRO FOI UMA VIRAGEM COMPLETA NA MANEIRA DE VER AS COISAS" - O SOM DO SILÊNCIO

"ENQUANTO EU ACREDITAR NA LUZ, ESCURIDÃO ALGUMA ME PODERÁ DEVORAR"


A poetisa, Alexandra Conduto, já tem entre mãos, o seu último livro ”O Som do Silêncio” um livro mais leve, carregado de uma poesia,mais abrangente,onde fala de amor, de traição, de um amor impossível e em que qualquer pessoa se pode rever nesses poemas no seu do dia a dia.  

Um pouco diferente dos outros dois livros que tinha escrito, e que foram em memória de seu pai,a sua poesia do seu sentimento que na altura tinha por base a dor, revolta e a negação e mais tarde pela aceitação e tentar a acalmar a dor que tinha dentro de si.

- Fomos ao encontro  de Alexandra Conduto, para nos falar sobre o seu novo livro "O Som do Silêncio"  que amavelmente acedeu em falar para, "O Meu Arquivo", sobre o seu recente trabalho que saiu neste mês de Agosto.

-" Este livro "O Som do Silêncio" é diferente,foi um desafio que me lançaram, há algum tempo, e em que, me propuseram que eu escrevesse uma poesia diferente. Na altura comecei a pensar e  em  principio foi muito complicado,porque escrevia e apagava,nada estava de meu jeito,naquilo que escrevia,depois comecei a pensar se eu já escrevi qualquer coisa, porque não dar a conhecer a alguém,para ver as suas opiniões".

- E como tentou chegar junto das pessoas,com esses novos poemas, sem ser reconhecida?

-" Foi através do Facebook,criei uma página com um nome pesudónio,para não saberem que era eu e convidei algumas pessoas, e pedi a essas pessoas para convidarem os seus amigos a aderir á minha página,para que eu depois saber as  opiniões das pessoas.
Entretanto tudo o que eu escrevia,era fora daquela linha em que foram escritos os dois livros anteriores(.......) e colocava nessa minha página, as pessoas liam e  davam as suas opiniões e os seus comentários,que acabaram por ser importantes para mim, porque as pessoas comentavam,mas na realidade, não sabiam que era eu que escrevia esses poemas. Conclui que os comentários e opiniões que iam sendo escritas,nessa página,não eram para me agradarem, eram de factos opiniões verdadeiras dessas pessoas"

- A Alexandra, ao aperceber-se dessas opiniões e comentários positivos, qual foi o passo seguinte?

-" Direi que comecei a pensar, se eu tenho boa aceitação, porque é que eu não irei puxar para a minha pagina oficial do facebook,aquela em que estou identificada e assim comecei então a publicar alguns desses poemas, já com a minha assinatura e as pessoas que já era aderentes da  página, começaram a reagir bem e me apoiaram e incentivaram para fazer mais publicações, porque a poesia que está neste livro é uma poesia de toda a gente, é uma poesia que anda á volta de vários temas, coisas da vida de cada um,do dia a dia e outros são das minhas próprias experiências.Por  exemplo fala-se aqui e eu já me revi em poemas de outras pessoas, como  exemplo do poeta Alberto Cuddel[autor do prefácio do livro] e de outros que estão no grupo da minha página,quando eu tenho um poema que fala de amor,de traição e de um amor impossível e em que qualquer pessoa se pode rever."

Mudando de assunto,mas ainda sobre a edição deste livro,podia esclarecer os seus leitores do que realmente aconteceu,sobre a 1ª edição que lhe chegou às mãos, já que vivi por dentro a sua angústia, desespero, pelo fato da letra do livro, ser tão pequena que as pessoas,não conseguiam ler?

-"Sim, a primeira edição,saiu com um erro de impressão, que fez com que a letra saísse muito pequenina e a letra estava tão pequena que eu com óculos,quase não conseguia ler, eu fiquei imensamente triste e nem sequer coloquei o livro à venda. A pessoa que fez o prefácio do livro. que foi o Alberto Cuddel,classificou o livro, como muito bom de conteúdo e ele acha que este livro ia ter uma tiragem muito grande,quando o livro me chega ás mãos com aquela composição e aspeto gráfico, fiquei mesmo de rastos.
Entretanto foi corrigido pela editora, foram mandados editar 100 livros, com uma letra um pouco maior,mas já dá para ler, embora não tem uma boa apresentação, mas pronto é o que temos."

-Naturalmente uma pergunta inevitável,sabendo da sua paixão pela escrita,o seu amor incondicional ao seu pai,patente,nos livros anteriores,o que representa este livro para si?

-" Sim, este livro diz-me muito, este livro,eu só consegui escrever depois de ter ultrapassado mais, aquela angustia em que vivia constantemente,porque  é assim, a partida do meu pai, foi muito dolorosa para mim e ainda continua, a ser dolorosa,mas eu estou viva e tenho que viver, enquanto os outros livros, tem por base mais a morte e sofrimento, este livro tem por base a vida e é claro que me diz muita coisa e para mim própria, foi uma viragem completa na maneira de ver as coisas,no sentido de  ver mais pela positiva e ao mesmo tempo libertou-me de muitas angustias".

- Na sua pagina no Facebook do facebook :Poesia -Alexandra Conduto,tem tido muita aceitação a sua poesia e agora muito mais. O que nos tem a dizer?

-"Olhe,não sei,mas será decerto  por essa viragem na  poesia que  agora escrevi,neste livro"O Som do Silêncio",pois enquanto nos outros livros,é tudo cinzento, a morte e o sofrimento,neste agora a poesia é mais aberta, acho que a poesia é uma coisa que todos nós temos dentro de nós, a poesia,está na nossa alma,na mente,há quem a consiga trazer para fora de si e há quem não consiga, eu não sei se foi eu que a trouxe para fora se foi ela que me trouxe a mim,o certo é ela sai-me naturalmente."


- De raízes alentejanas, natural das Minas de S.Domingos,fala-me da sua vivência,na sua terra natal e o gosto pela poesia?

-" Eu sempre gostei de escrever,sempre tive essa coisa de escrever algo e o meu pai quando fazia anos ou era dia do Pai,eu escrevia sempre qualquer coisa para ele, e ele me dizia,escreves também minha filha,porque é que não escreves um livro, eu respondia que vergonha pai,acha que eu era capaz de escrever um livro,para as pessoas lerem as minhas parvoíces, e ele voltava a insistir,escreve porque tens talento para isso. E foi após a sua morte,é que eu senti que tinha que escrever qualquer coisa em sua memória e assim fiz, comecei a publicar no facebook e apoiado pela minha família,pelo meu marido, Victor Conduto,meus filhos Rafael Conduto e Beatriz Conduto, sem esquecer a minha mãe, Maria da Conceição Rocha Martins, todos me deram força para eu seguir em frente,o certo é que acabei por entrar nessa aventura".

Depois desta toda odisseia que viveu com a edição deste livro,finalmente o livro chegou e decerto reencontrou de novo a felicidade?

-" Sim, foi uma odisseia que eu passei e não quero que outras pessoas passem por aqui que eu passei,mas felizmente ficou tudo resolvido e quero agradecer a todos aqueles que  fora da família me tem apoiado,a todos o meu muito obrigado".

Da nossa parte desejamos para a Alexandra Conduto, as maiores felicidades e decerto já a pensar  no próximo livro.

ERA CAPAZ DE TE AMAR

Era capaz de te amar
Durante toda a noite,
Beijar a tua boca,
Beber do teu sabor,
Explorar o teu corpo
Centimetro por centimetro,
Sem reserva,sem pudor.
Acariciar as tuas curvas,
Perder-me noteu calor...
Levar-te aolimite do prazer
Ouvir-te baixinho gemer,pedir,
Implorar para continuar
E estar pronta,novamente
Para recomeçar, mesmo ainda
antes de terminar.
Depois,quando finalmente
Rendida à exaustão,
Deitar-me simplesmente aoteu
Lado,pegar na tua mão
E ficar a escuta o bater
Do teu coração.
E amar-te assim,não por umanoite,
Mas por uma vida inteira.

in" O Som do Silêncio"
Alexandre Conduto


 A autora informa que o livro se encontra á venda,para contacto e deixar mensagem na Pagina do Facebook- Poetisa- Alexandra Conduto. NESTE LINK


Recordar os seus dois primeiros livros

 O 1º Livro – Livro da memória – fragmentos da tua história, foi escrito nas horas de muita dor, raiva, revolta, tem poemas muito profundos carregados de dor muito profunda, quase a tocar a loucura do desespero. Tem precisamente 85 poemas, que era a idade que o meu pai tinha quando morreu, ou seja, um por cada ano da vida do meu pai”.


O 2 º livro – Recordar- te, é mais leve, tem menos dor e mais saudade. Na minha opinião pessoal acho que o meu pai iria ficar muito orgulhoso de mim, neste 2 livro, já no outro acho que ele ia ficar muito triste. (por eu ter tanta dor e tristeza dentro de mim.

E agora o seu 3 º livro ”Som do Silêncio um livro mais leve, carregado de uma poesia,mais abrangente,onde fala de amor, de traição, de um amor impossível e em que qualquer pessoa se pode rever nesses poemas no seu do dia a dia.  


Alexandra Conduto atualmente a viver em Palmela, trabalha na Câmara Municipal de Palmela e já lá vai 26 anos, é uma pessoa que gosta de ler e conversar, define-se como uma pessoa muito simples e é assim que quer continuar a ser, procura ser cada dia melhor pessoa, aspira a tentar ser um ser humano parecido com o seu pai, que lhe deu a educação, e lhe passou os princípios mais importantes para a vida.

domingo, 11 de agosto de 2019

PALMIRA CLARA DEDICOU O SEU LIVRO - DO AMOR À ESPERANÇA - AOS SEUS PAIS E HOMENAGEOU A SUA PROFESSORA PRIMÁRIA

A escritora Palmira Clara na apresentação do seu livro, tendo a seu lado o dirigente Lobato, distinto Coordenador da Delegação do Feijó do Clube do Sargento da Armada.
Foto de autoria:Marta Vaz


Realizou- se no passado dia 21 de julho, na Sede Social do Clube do Sargento da Armada, no Feijó, a apresentação do livro Do Amor à Esperança, da autora Palmira Clara,uma apresentação que constituiu um grande êxito,graças a muitos factores mas sobretudo aos fantáticos leitores,declamadores,fãs,enfim todos os que estiveram com a autora e participaram,nessa apresentação.


A Universidade Sénior D. Sancho I, se fez representar pela presença do seu Director, o Exmo Senhor Coronel Evaristo, e a SCALA, pela presença das suas Presidente e vice- Presidente da Direcção para as actividades Administrativas, Exmas. Senhoras. Maria Gertrudes Novais e Manuela Silva, respectivamente.

Abriu a sessão o dirigente Lobato,do Clube Sargento da Armada,agradecendo a presença de todos neste ato de apresentação do livro Do Amor à Esperança


No discurso de apresentação a autora Palmira Clara, enquadrou um poema de Sebastião da Gama, “pelo Sonho é que vamos”,e outro, depois agradeceu e passou à apresentação do livro,enquadrando no seu discurso a leitura de um poema de Sophia de Mello Breyner Andersen, “25 de Abril” referiu os valores de Abril,sem os quais não seria possível estarmos ali, independentemente do partido politico a que alguém pertença ou deixe de pertencer.
Enquadram-se estes valores na minha própria educação e mais ainda,no meu poema Natália. Eu não lutei pelo 25 de Abril,apenas usufro dele.Mas para que eu possa usufruir,outros sofreram,lutaram e quase perderam a vida e alguns perderam mesmo. Valores que não posso esquecer. Valores que aprendi com as pessoas referidas no meu livro, um exemplo é o D. Fausto Leite, advogado que muita gente conhece, como especialista que é em direito de trabalho e toda a vida andou nas lides sindicais e não só.

Como diz a artista Marisa "há pessoas de quem nem o nome lembramos ouvir mas há outras que marcam a vida da gente", o DR. Fausto Leite e a minha professora Natália foram as principais pessoas que marcaram a minha vida, sem falar dos meus pais claro.
Foto de autoria:Marta Vaz

Depois passamos ao momento musical com Eusébio,na harmonica de boca,Graça Molino,cantora, poetisa,compositora e violinista, Fernando Lopes e Francisco Curtinha nas violas todos do quarteto SEXTANTE.

A Graça Molina interpretou duas canções de sua autoria e declamou um poema meu, intitulado, “o Mar”.

Mais pessoas declamadores: o poeta Carlos Gaspar, declamou “Um dia falaremos”,que agora não recordo; A Teresa Gaspar,
A autora autografando o seu livro para o Comandante Ganhão.Foto de autoria:Marta Vaz


O comandante Ganhão declamou "Alma Atormentada"  e emociou-se até às lágrimas porque disse-me depois(e não foi só ele)o meu poema o remeteu para o tempo em que partiam em missões.  


No final foi servido um delicioso Moscatel que o Clube do Sargento da Armada ofereceu para brinde.

A autora  fez questão de agradecer a todos quantos estiveram,na apresentação do seu livro, deixando a seguinte mensagem:
A escritora Palmira Clara ao centro ladeada por duas poetizas.Maria Gertrudes Novais e Manuela Silva.
Foto de autoria:Marta Vaz


" Hoje é dia de saborear as flores.A todos quantos estiveram na sessão de apresentação do meu livro Do Amor à Esperança,por caminhos de Santiago,deixo o muito obrigada.Sem a vossa presença não seria possível.Foi um sucesso que a vós devo,por estarem lá, por participarem declamando,por terem adquirido o meu livro. Os meus sentidos ainda não fizeram totalmente o retorno. Ainda me sinto emocionada ao ouvir-vos declamar os meus humildes poemas. Ainda lembro cada rosto vosso, cada olhar, cada sorriso acolhedor.


Ao clube do Sargento da Armada,o meu agradecimento maior por ter tornado possível este evento e pelo carinho com que me receberam. Ganhei amigos.

Sinto-me cada vez mais rica de amizade.Ontem,alguém me dizia: " venha mais vezes,aqui no clube somos uma família"
Pois sinto-me completamente adotada.Obrigada a todos".
O Sargento Viegas  que fundou o CSA também declamou e
discursou.Foto de autoria:Marta Vaz


Sobre o Livro Do Amor à Esperança,a autora disse-nos:

"É um livro de poesia intimista, nele a autora fala de amor nas mais diversas formas de amor.Transporta-nos para o romance,por vezes sensual, na natureza calma,fala -nos da mesma natureza que descreve duma forma ímpar no seu crepúsculo, por exemplo,em harmonia perfeita dos quatros elementos,fala-nos do amor fraternal com uma eloquente paixão,no seu poema "Musa".


Pode consulta no link abaixo:

 LINK:: 


Palmira Clara dedica o seu livro aos pais
Aspeto parcial onde não faltou a guitarra.Foto de autoria:Marta Vaz

Dedico este livro em primeiro lugar a meus pais. A meu pai, José Clara, nascido e criado no campo e mais tarde operário em Lisboa, possuidor de uma sensibilidade ímpar que recordo no seu sorriso e no seu olhar; a minha mãe Maria da Conceição, que, cedo, ainda antes de eu entrar na escola, me ensinou a amar a poesia e me deu a conhecer Almeida Garrett, Gonçalo Anes (o Bandarra), Fernando Pessoa, entre outros; ao Dr. Fausto Leite, Advogado - meu “mentor”, que, entre outras coisas, me ensinou a buscar a perfeição no fazer das coisas, amigo, presente nas decisões mais importantes da minha vida; a meus filhos e, por extensão a meus netos, sem eles provavelmente eu já teria desistido de viver; à Marta Vaz que tem estado ao meu lado, com muito carinho.

" Através deste livro presto homenagem, à minha professora da 5ª e 6ª classe, na escola de Alvalade, Lisboa, entre 1968/70, Natália Patrocínio Bonet de Rego Chaves, que me incentivou a escrever poesia, aos meus onze anos"

HOMENAGEM PÓSTUMA
Palmira Clara deixou ainda uma mensagem para  a sua melhor amiga  Ana Bela Ferreira
"Um esquecimento imperdoável,mas ninguém é perfeito.Agradeço à minha irmã de coração Ana Bela Ferreira que me cedeu a fotografia da da turma.Essa fotografia que ela protegeu como quem protege a própria vida pois foi de Portugal antes do 25 de abril para Mocambique e "retornou" muitos anos depois".
Homenagem Póstuma

Através deste livro presto homenagem, à minha professora da 5ª e 6ª classe, na escola de Alvalade, Lisboa, entre 1968/70, Natália Patrocínio Bonet de Rego Chaves, que me incentivou a escrever poesia, aos meus onze anos de idade, a qual veio a falecer em abril de 1973. Gostaria de tê-la comigo neste momento para lhe mostrar o meu livro, diria o nosso, livro, pois este foi um sonho a duas; para ela uma homenagem muito especial e para todas as professoras que conseguem ver para além do simples aluno. 

Ela que me ensinou o valor da leitura, da liberdade, da verdade, da justiça. Sem ela não seria o que fui. Sem ela não seria quem sou nem o que serei. Querida Professora Natália, estás viva em mim, continuarás sempre ao meu lado, presente nos meus modestos versos, com todo o meu amor.

Uma vida ligada ao movimento Sindical?

" Sim desde os 17 aos 34 anos estive sempre ligada ao  movimento sindical como funcionária, foi uma parte importante da minha vida. Depois dos 34 anos é que me dediquei exclusivamente à solicitadora e abandonei os meios sindicais por não conseguir conciliar as duas coisas.Era muito para uma mulher só"

A escritora Palmira Clara, dirigiu-nos um convite de antecipação,a estar presente na próxima apresentação que, em principio terá lugar na biblioteca Municipal da Trafaria, Largo da República,no Mercado Municipal,em colaboração com a Junta de Freguesia de Trafaria,melhor dizendo União das Juntas de Freguesias de Caparica e Trafaria e que em principio prevê para dia 28 de Setembro, pelas 10 horas(mas sujeita a confirmação).


O Convite estende -se a todos que queiram participar nesse evento cultural. 

O livro e e-book é uma edição de comercialização de            www Amazon.com   e claro pode ser também adquirido à propria autora.




segunda-feira, 15 de julho de 2019

"O SOM DO SILÊNCIO" DA POETISA ALEXANDRA CONDUTO, COM PREFÁCIO DE ALBERTO CUDELL



Alexandra Conduto


Quase a chegar, o Livro do "Som do Silêncio"não posso deixar de partilhar a enorme honra de ter sido escolhido para ler esta obra em primeiro lugar.

Prefácio,de Alberto Cuddel, sobre o Livro "Som do Silêncio"

Antes de mais honra-me mormente o convite e o privilégio de prefaciar o livro “O Som do Silencio” da poetisa Alexandra Conduto, tanto mais que conheço bem as suas duas anteriores obras, onde a poeta homenageia o pai, na dor e saudade da sua perda.
Prefaciar um livro de poesia é estar aberto à surpresa, esperar ser surpreendido a cada virgula, a cada verso, a cada página, a poesia é uma das poucas artes literárias que remete o leitor para contemplação, para a arte de degustação da palavra, neste livro a autora despoja-se do passado, criando novas paisagens do sentir, esse despojamento esta bem patente logo no poema de abertura, “Despi a saudade que vestia, / Desfiz-me do manto com que me cobria, /Deixei de ouvir as palavras vazias, / Esquivei-me aos gestos frios. / Saí.” Ao percorrermos este livro escutamos o grito do silêncio, o quanto é forte e ruidoso, o quanto nos açoita e equaciona num desassossego permanente, um silêncio que nos acaricia pela mão suave da brisa. Numa linguagem directa, a autora desenha-nos paisagens de emoções, momentos e sensações.


Ao percorrermos este silêncio das palavras, vamos encontrando-nos com os sons do mundo, com os sons da alma, o enaltecimento da fé, o ruido do sol, uma alma que grita, até e porque não evidenciar uma sensualidade velada, quase oculta por entre o silêncio dos desejos carnais que gritam a peito aberto. 

Numa leitura mais atenta a cada um dos silêncios que inspiram a autora, vamos percebendo que o mundo que a rodeia é poesia no seu estado mais puro, uma simples janela que quebra o silêncio do dia, o nascimento do sol rasgando a noite, as grades do corpo que a aprisionam, o sofrimento contido no acto de ser mulher, mais que silêncio, este livro de poesia é um grito de desassossego, uma revolta sem medo, sem contemplações pela busca da afectividade, por esse desejo carnal que nos corrói…
“O Som do Silêncio” é na sua essência barulhento, a autora grita com cada um de nós numa exposição transparente da sua alma, cada sussurro, cada beijo, cada gemido aprisionado na garganta, encontro na leitura deste livro ainda uma escravidão social e silenciosa imposta à mulher nascida no seculo XX, uma demonstração de contenção linguística sem que grite e expluda no resultado da sua libertação, uma poesia sofrida e contida nas agruras da vida do emocional feminino, como tão bem foi mostrada por Florbela Espanca no inicio do seculo XX. 

O leitor atento será guiado pelas emoções, entre o sorriso e a lágrima, entre a loucura e o desprendimento, nasce o desejo, o desejo de mais, o desejo de ser, o desejo humano, corporal e afectivo. Despede-se a autora com um poema intrigante, descreve o sofrimento como se de uma inevitabilidade se tratasse, que nunca acaba:
“Já não sei quem sou. 

Já pouco importa 
De onde vim, 
Nem para onde vou. 
Sinto o mundo acabar 
De tanta vontade de te encontrar,
Na vontade de te ter 
Mesmo estando morta continuo a sofrer...”


Por tudo isto e pelo teu grito brilhantemente conseguido te dou os meus sinceros parabéns a ti Alexandra conduto. Uma obra a ser degustada devagar, sentido o aroma e o fluir dos corpos, em cada silêncio incontido.
Alberto Cuddel

De referir que António Alberto Teixeira Sousa  - Alberto Cuddel, um poeta que também tem publicado alguns livros,com destaque para-"Entre Pontos e Virgulas",Poesia O Silêncio Que a Noite Traz e "Como Fazer Amor".


quarta-feira, 3 de julho de 2019

POESIA DE ALEXANDRA CONDUTO - PROCURANDO INTEIRA SATISFAÇÃO PARA AFOGAR, A INTERIOR,SATISFAÇÃO

A poetisa Alexandra Conduto,natural das Minas de São Domingos,e a residir no concelho de Palmela,continua a brindar-nos,com a sua poesia.Com dois livros publicados,"Fragmentos da tua História""Recordar-te",com um terceiro,já escrito, "O Som do Silêncio" mas que não contou com apoios, tendo sido a autora,a avançar para a sua edição, estando o  mesmo,já na editora, e que brevemente estará  disponivel ao público.
(texto retificado)


Aqui deixamos esta poesia, de Alexandra Conduto.

Tudo o que tu vias 

era apenas sexo,

loucura e prazer,
momentos clandestinos
por estranhos caminhos 
formas de escapar da realidade.


Nada prometias 

e até parcas palavras proferias,

só aspiravas aventura, 
luxúria e sensualidade pura
sem qualquer outra forma de ligação. 


Sexo nu e cru despojado 

de sentido e de sentimento

sem hora, sem tempo 
e sem arrependimento. 


És, na verdade um prisioneiro, 

espreitando a liberdade, 

morto, por provar o sabor
de um prazer apenas carnal, 
sem alma e sem moral,
Expiravas, exibir com vaidade a 
tua virilidade, em outra relação.


Procurando a inteira satisfação 

para afogar, a interior, frustração.


Alexandra Conduto

quinta-feira, 7 de março de 2019

POESIA DE ALEXANDRA CONDUTO »» EU SOU MULHER - LUTO PELA IGUALDADE - CONTRA A INDIFERÊNCIA - CONTRA A SUBORDINAÇÃO


Alexandra Conduto

A poetisa Alexandra Conduto,natural da Mina de S.Domingos,concelho de Mértola, Distrito de Beja,e a residir em Palmela-Setúbal,tem-nos brindado com excelentes poemas,que aqui temos vindo a publicar,extraídos da publicação,dos seus dois livros, "Fragmentos da tua história" tem poemas muito profundos carregados de dor muito profunda,quase a tocar a loucura do desespero, enquanto o livro "Recordar - te" - é mais leve tem menos dor e mais saudade.

Aqui deixamos mais um poema  de Alexandra Conduto 

EU SOU MULHER
Sou mulher
e nesta minha condição

jamais baixarei os braços,

jamais pedirei perdão.

Luto pela igualdade,

pelo, total direito, à liberdade
Voto contra a discriminação,
contra a indiferença,
contra a subordinação.
No meu ventre, carreguei esperanças,
as minhas no amanhã,
Sofri as dores, lacerantes do nascimento,
no educar e criar os frutos do futuro.
Chorei as dores da saudade,
no corte do cordão, na separação.
Mas jamais baixarei a cabeça,
nem perderei a compostura.
Nunca os meus olhos,
hão de perder o brilho da ternura.
E nesta condição sou
totalmente e apenas Mulher…

"in" Alexandra Conduto


sexta-feira, 1 de março de 2019

Quem beijou e quem foi beijado, pouco ou nada importou porque o beijo foi dividido, por ambos, os lábios, recebido e no sabor desse beijo ....


A poetisa Alexandra Conduto

Foi no peito, que a vontade, nasceu, 
na mente cresceu
e nos lábios, se fez real
quando o beijo, 
doce como o mel,
acontece.
Quem beijou
e quem foi beijado,
pouco ou nada importou
porque o beijo foi dividido,
por ambos, os lábios, recebido
e no sabor desse beijo,
Quem beijou
e quem foi beijado,
pouco ou nada importou
porque o beijo foi dividido,
por ambos, os lábios, recebido
e no sabor desse beijo

E a cada recordar,
será como, novamente beijar,
novamente sentir,
uma e outra vez
como a primeira vez.
"In livro"

   de
Alexandra Conduto

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

LANÇAMENTO DO LIVRO - FOTOBIOGRAFIA DE MESTRE H. MOURATO, RETRATA OS ÚLTIMOS 70 DE VIDA E 50 ANOS DE CARREIRA


A Editora Calçada das Letras e o autor Henrique Tigo, têm o prazer de o convidar para o lançamento do livro: – Fotobiografia de H. Mourato – A ser apresentado dia 8 de Fevereiro de 2019 pelas 19h no Teatro Passagem de Nível - Auditório de Alfornelos - Praça José Afonso, 15 E, C.C. Colina do Sol, Lj. 55, 2700-495 Amadora. 

Fotobiografia de Mestre H. Mourato, retrata os últimos 70 anos de vida e 50 anos de carreira do Mestre H. Mourato, uma viagem pela sua vida e carreira através de mais de 500 fotos e textos, críticas e depoimentos de quem partilhou estes últimos anos com o Mestre. 

«Fiz questão de escrever algumas palavras, para o Mestre H. Mourato, como sinal de reconhecimento institucional por esta vida dedicada à pintura, escultura e à ilustração. 

Aprendeu com grandes mestres; as suas obras estão espalhadas por inúmeras colecções e foram expostas em vários pontos do mundo.

 O teatro e a dança também beneficiaram da sua criatividade e da sua qualidade artística. Com raízes fortes na sua terra Santiago do Cacém, o Mestre H. Mourato é um verdadeiro artista do mundo. Muitos parabéns pela sua obra e carreira». 

Eduardo Ferro Rodrigues Presidente da Assembleia da República 

«Mourato desenha e pinta, sempre com pinta, mesmo quando mais não parece fazer do que encontrar objetos, justapor objetos e neles desvelar sentidos que não estavam lá - para passarem a estar. É neles que a arte de mestre Mourato campeia. Muita arte do Mourato, é o que preciso». 

Rui Zink 

Este livro conta com textos, críticas e depoimentos de diversas personalidades entre elas destacamos: 
Águeda Sena, António Alçada Baptista, António Ramalho Eanes, Alberto Pimenta, Afonso Almeida Brandão, Amélia Vieira, Arquimedes da Silva Santos, Augusto Rodrigues, Barão Rabasquinho, Carlos do Carmo, Carlos Carranca, Edgardo Xavier, Edmundo Pedro, Eduardo Afonso, Eduardo Ferro Rodrigues, Guilherme Leite, H. Mourato, Henrique Ribeiro, Henrique Tigo, JP Blanchon, Joaquim Braga, Joaquim Evónio, Jorge Ganhão, Jorge Listopad, Jorge Lopes, José Peixoto, Luís Filipe Castro Mendes, Luís Roza Dias, Miguel Honrado, Maria Barroso Soares, Pedro Barroso, Rodrigo Vaz, Rui Zink, Vítor Melícias, Severino Moreira, Teresa Rita Lopes, Vítor Ferreira.

Nota: De referir que o mestre Henrique Mourato,foidurante alguns anos colaborador do Jornal de Almada,tendo seu filho Henrique Tigo, ter sido também colaborador do mesmo jornal.


Em meados de 2007,o Jornal de Almada,encerrou a suas publicações