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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

ALEXANDRA CONDUTO -" ESTE LIVRO FOI UMA VIRAGEM COMPLETA NA MANEIRA DE VER AS COISAS" - O SOM DO SILÊNCIO

"ENQUANTO EU ACREDITAR NA LUZ, ESCURIDÃO ALGUMA ME PODERÁ DEVORAR"


A poetisa, Alexandra Conduto, já tem entre mãos, o seu último livro ”O Som do Silêncio” um livro mais leve, carregado de uma poesia,mais abrangente,onde fala de amor, de traição, de um amor impossível e em que qualquer pessoa se pode rever nesses poemas no seu do dia a dia.  

Um pouco diferente dos outros dois livros que tinha escrito, e que foram em memória de seu pai,a sua poesia do seu sentimento que na altura tinha por base a dor, revolta e a negação e mais tarde pela aceitação e tentar a acalmar a dor que tinha dentro de si.

- Fomos ao encontro  de Alexandra Conduto, para nos falar sobre o seu novo livro "O Som do Silêncio"  que amavelmente acedeu em falar para, "O Meu Arquivo", sobre o seu recente trabalho que saiu neste mês de Agosto.

-" Este livro "O Som do Silêncio" é diferente,foi um desafio que me lançaram, há algum tempo, e em que, me propuseram que eu escrevesse uma poesia diferente. Na altura comecei a pensar e  em  principio foi muito complicado,porque escrevia e apagava,nada estava de meu jeito,naquilo que escrevia,depois comecei a pensar se eu já escrevi qualquer coisa, porque não dar a conhecer a alguém,para ver as suas opiniões".

- E como tentou chegar junto das pessoas,com esses novos poemas, sem ser reconhecida?

-" Foi através do Facebook,criei uma página com um nome pesudónio,para não saberem que era eu e convidei algumas pessoas, e pedi a essas pessoas para convidarem os seus amigos a aderir á minha página,para que eu depois saber as  opiniões das pessoas.
Entretanto tudo o que eu escrevia,era fora daquela linha em que foram escritos os dois livros anteriores(.......) e colocava nessa minha página, as pessoas liam e  davam as suas opiniões e os seus comentários,que acabaram por ser importantes para mim, porque as pessoas comentavam,mas na realidade, não sabiam que era eu que escrevia esses poemas. Conclui que os comentários e opiniões que iam sendo escritas,nessa página,não eram para me agradarem, eram de factos opiniões verdadeiras dessas pessoas"

- A Alexandra, ao aperceber-se dessas opiniões e comentários positivos, qual foi o passo seguinte?

-" Direi que comecei a pensar, se eu tenho boa aceitação, porque é que eu não irei puxar para a minha pagina oficial do facebook,aquela em que estou identificada e assim comecei então a publicar alguns desses poemas, já com a minha assinatura e as pessoas que já era aderentes da  página, começaram a reagir bem e me apoiaram e incentivaram para fazer mais publicações, porque a poesia que está neste livro é uma poesia de toda a gente, é uma poesia que anda á volta de vários temas, coisas da vida de cada um,do dia a dia e outros são das minhas próprias experiências.Por  exemplo fala-se aqui e eu já me revi em poemas de outras pessoas, como  exemplo do poeta Alberto Cuddel[autor do prefácio do livro] e de outros que estão no grupo da minha página,quando eu tenho um poema que fala de amor,de traição e de um amor impossível e em que qualquer pessoa se pode rever."

Mudando de assunto,mas ainda sobre a edição deste livro,podia esclarecer os seus leitores do que realmente aconteceu,sobre a 1ª edição que lhe chegou às mãos, já que vivi por dentro a sua angústia, desespero, pelo fato da letra do livro, ser tão pequena que as pessoas,não conseguiam ler?

-"Sim, a primeira edição,saiu com um erro de impressão, que fez com que a letra saísse muito pequenina e a letra estava tão pequena que eu com óculos,quase não conseguia ler, eu fiquei imensamente triste e nem sequer coloquei o livro à venda. A pessoa que fez o prefácio do livro. que foi o Alberto Cuddel,classificou o livro, como muito bom de conteúdo e ele acha que este livro ia ter uma tiragem muito grande,quando o livro me chega ás mãos com aquela composição e aspeto gráfico, fiquei mesmo de rastos.
Entretanto foi corrigido pela editora, foram mandados editar 100 livros, com uma letra um pouco maior,mas já dá para ler, embora não tem uma boa apresentação, mas pronto é o que temos."

-Naturalmente uma pergunta inevitável,sabendo da sua paixão pela escrita,o seu amor incondicional ao seu pai,patente,nos livros anteriores,o que representa este livro para si?

-" Sim, este livro diz-me muito, este livro,eu só consegui escrever depois de ter ultrapassado mais, aquela angustia em que vivia constantemente,porque  é assim, a partida do meu pai, foi muito dolorosa para mim e ainda continua, a ser dolorosa,mas eu estou viva e tenho que viver, enquanto os outros livros, tem por base mais a morte e sofrimento, este livro tem por base a vida e é claro que me diz muita coisa e para mim própria, foi uma viragem completa na maneira de ver as coisas,no sentido de  ver mais pela positiva e ao mesmo tempo libertou-me de muitas angustias".

- Na sua pagina no Facebook do facebook :Poesia -Alexandra Conduto,tem tido muita aceitação a sua poesia e agora muito mais. O que nos tem a dizer?

-"Olhe,não sei,mas será decerto  por essa viragem na  poesia que  agora escrevi,neste livro"O Som do Silêncio",pois enquanto nos outros livros,é tudo cinzento, a morte e o sofrimento,neste agora a poesia é mais aberta, acho que a poesia é uma coisa que todos nós temos dentro de nós, a poesia,está na nossa alma,na mente,há quem a consiga trazer para fora de si e há quem não consiga, eu não sei se foi eu que a trouxe para fora se foi ela que me trouxe a mim,o certo é ela sai-me naturalmente."


- De raízes alentejanas, natural das Minas de S.Domingos,fala-me da sua vivência,na sua terra natal e o gosto pela poesia?

-" Eu sempre gostei de escrever,sempre tive essa coisa de escrever algo e o meu pai quando fazia anos ou era dia do Pai,eu escrevia sempre qualquer coisa para ele, e ele me dizia,escreves também minha filha,porque é que não escreves um livro, eu respondia que vergonha pai,acha que eu era capaz de escrever um livro,para as pessoas lerem as minhas parvoíces, e ele voltava a insistir,escreve porque tens talento para isso. E foi após a sua morte,é que eu senti que tinha que escrever qualquer coisa em sua memória e assim fiz, comecei a publicar no facebook e apoiado pela minha família,pelo meu marido, Victor Conduto,meus filhos Rafael Conduto e Beatriz Conduto, sem esquecer a minha mãe, Maria da Conceição Rocha Martins, todos me deram força para eu seguir em frente,o certo é que acabei por entrar nessa aventura".

Depois desta toda odisseia que viveu com a edição deste livro,finalmente o livro chegou e decerto reencontrou de novo a felicidade?

-" Sim, foi uma odisseia que eu passei e não quero que outras pessoas passem por aqui que eu passei,mas felizmente ficou tudo resolvido e quero agradecer a todos aqueles que  fora da família me tem apoiado,a todos o meu muito obrigado".

Da nossa parte desejamos para a Alexandra Conduto, as maiores felicidades e decerto já a pensar  no próximo livro.

ERA CAPAZ DE TE AMAR

Era capaz de te amar
Durante toda a noite,
Beijar a tua boca,
Beber do teu sabor,
Explorar o teu corpo
Centimetro por centimetro,
Sem reserva,sem pudor.
Acariciar as tuas curvas,
Perder-me noteu calor...
Levar-te aolimite do prazer
Ouvir-te baixinho gemer,pedir,
Implorar para continuar
E estar pronta,novamente
Para recomeçar, mesmo ainda
antes de terminar.
Depois,quando finalmente
Rendida à exaustão,
Deitar-me simplesmente aoteu
Lado,pegar na tua mão
E ficar a escuta o bater
Do teu coração.
E amar-te assim,não por umanoite,
Mas por uma vida inteira.

in" O Som do Silêncio"
Alexandre Conduto


 A autora informa que o livro se encontra á venda,para contacto e deixar mensagem na Pagina do Facebook- Poetisa- Alexandra Conduto. NESTE LINK


Recordar os seus dois primeiros livros

 O 1º Livro – Livro da memória – fragmentos da tua história, foi escrito nas horas de muita dor, raiva, revolta, tem poemas muito profundos carregados de dor muito profunda, quase a tocar a loucura do desespero. Tem precisamente 85 poemas, que era a idade que o meu pai tinha quando morreu, ou seja, um por cada ano da vida do meu pai”.


O 2 º livro – Recordar- te, é mais leve, tem menos dor e mais saudade. Na minha opinião pessoal acho que o meu pai iria ficar muito orgulhoso de mim, neste 2 livro, já no outro acho que ele ia ficar muito triste. (por eu ter tanta dor e tristeza dentro de mim.

E agora o seu 3 º livro ”Som do Silêncio um livro mais leve, carregado de uma poesia,mais abrangente,onde fala de amor, de traição, de um amor impossível e em que qualquer pessoa se pode rever nesses poemas no seu do dia a dia.  


Alexandra Conduto atualmente a viver em Palmela, trabalha na Câmara Municipal de Palmela e já lá vai 26 anos, é uma pessoa que gosta de ler e conversar, define-se como uma pessoa muito simples e é assim que quer continuar a ser, procura ser cada dia melhor pessoa, aspira a tentar ser um ser humano parecido com o seu pai, que lhe deu a educação, e lhe passou os princípios mais importantes para a vida.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

"O SOM DO SILÊNCIO" DA POETISA ALEXANDRA CONDUTO, COM PREFÁCIO DE ALBERTO CUDELL



Alexandra Conduto


Quase a chegar, o Livro do "Som do Silêncio"não posso deixar de partilhar a enorme honra de ter sido escolhido para ler esta obra em primeiro lugar.

Prefácio,de Alberto Cuddel, sobre o Livro "Som do Silêncio"

Antes de mais honra-me mormente o convite e o privilégio de prefaciar o livro “O Som do Silencio” da poetisa Alexandra Conduto, tanto mais que conheço bem as suas duas anteriores obras, onde a poeta homenageia o pai, na dor e saudade da sua perda.
Prefaciar um livro de poesia é estar aberto à surpresa, esperar ser surpreendido a cada virgula, a cada verso, a cada página, a poesia é uma das poucas artes literárias que remete o leitor para contemplação, para a arte de degustação da palavra, neste livro a autora despoja-se do passado, criando novas paisagens do sentir, esse despojamento esta bem patente logo no poema de abertura, “Despi a saudade que vestia, / Desfiz-me do manto com que me cobria, /Deixei de ouvir as palavras vazias, / Esquivei-me aos gestos frios. / Saí.” Ao percorrermos este livro escutamos o grito do silêncio, o quanto é forte e ruidoso, o quanto nos açoita e equaciona num desassossego permanente, um silêncio que nos acaricia pela mão suave da brisa. Numa linguagem directa, a autora desenha-nos paisagens de emoções, momentos e sensações.


Ao percorrermos este silêncio das palavras, vamos encontrando-nos com os sons do mundo, com os sons da alma, o enaltecimento da fé, o ruido do sol, uma alma que grita, até e porque não evidenciar uma sensualidade velada, quase oculta por entre o silêncio dos desejos carnais que gritam a peito aberto. 

Numa leitura mais atenta a cada um dos silêncios que inspiram a autora, vamos percebendo que o mundo que a rodeia é poesia no seu estado mais puro, uma simples janela que quebra o silêncio do dia, o nascimento do sol rasgando a noite, as grades do corpo que a aprisionam, o sofrimento contido no acto de ser mulher, mais que silêncio, este livro de poesia é um grito de desassossego, uma revolta sem medo, sem contemplações pela busca da afectividade, por esse desejo carnal que nos corrói…
“O Som do Silêncio” é na sua essência barulhento, a autora grita com cada um de nós numa exposição transparente da sua alma, cada sussurro, cada beijo, cada gemido aprisionado na garganta, encontro na leitura deste livro ainda uma escravidão social e silenciosa imposta à mulher nascida no seculo XX, uma demonstração de contenção linguística sem que grite e expluda no resultado da sua libertação, uma poesia sofrida e contida nas agruras da vida do emocional feminino, como tão bem foi mostrada por Florbela Espanca no inicio do seculo XX. 

O leitor atento será guiado pelas emoções, entre o sorriso e a lágrima, entre a loucura e o desprendimento, nasce o desejo, o desejo de mais, o desejo de ser, o desejo humano, corporal e afectivo. Despede-se a autora com um poema intrigante, descreve o sofrimento como se de uma inevitabilidade se tratasse, que nunca acaba:
“Já não sei quem sou. 

Já pouco importa 
De onde vim, 
Nem para onde vou. 
Sinto o mundo acabar 
De tanta vontade de te encontrar,
Na vontade de te ter 
Mesmo estando morta continuo a sofrer...”


Por tudo isto e pelo teu grito brilhantemente conseguido te dou os meus sinceros parabéns a ti Alexandra conduto. Uma obra a ser degustada devagar, sentido o aroma e o fluir dos corpos, em cada silêncio incontido.
Alberto Cuddel

De referir que António Alberto Teixeira Sousa  - Alberto Cuddel, um poeta que também tem publicado alguns livros,com destaque para-"Entre Pontos e Virgulas",Poesia O Silêncio Que a Noite Traz e "Como Fazer Amor".


quarta-feira, 3 de julho de 2019

POESIA DE ALEXANDRA CONDUTO - PROCURANDO INTEIRA SATISFAÇÃO PARA AFOGAR, A INTERIOR,SATISFAÇÃO

A poetisa Alexandra Conduto,natural das Minas de São Domingos,e a residir no concelho de Palmela,continua a brindar-nos,com a sua poesia.Com dois livros publicados,"Fragmentos da tua História""Recordar-te",com um terceiro,já escrito, "O Som do Silêncio" mas que não contou com apoios, tendo sido a autora,a avançar para a sua edição, estando o  mesmo,já na editora, e que brevemente estará  disponivel ao público.
(texto retificado)


Aqui deixamos esta poesia, de Alexandra Conduto.

Tudo o que tu vias 

era apenas sexo,

loucura e prazer,
momentos clandestinos
por estranhos caminhos 
formas de escapar da realidade.


Nada prometias 

e até parcas palavras proferias,

só aspiravas aventura, 
luxúria e sensualidade pura
sem qualquer outra forma de ligação. 


Sexo nu e cru despojado 

de sentido e de sentimento

sem hora, sem tempo 
e sem arrependimento. 


És, na verdade um prisioneiro, 

espreitando a liberdade, 

morto, por provar o sabor
de um prazer apenas carnal, 
sem alma e sem moral,
Expiravas, exibir com vaidade a 
tua virilidade, em outra relação.


Procurando a inteira satisfação 

para afogar, a interior, frustração.


Alexandra Conduto

quinta-feira, 7 de março de 2019

POESIA DE ALEXANDRA CONDUTO »» EU SOU MULHER - LUTO PELA IGUALDADE - CONTRA A INDIFERÊNCIA - CONTRA A SUBORDINAÇÃO


Alexandra Conduto

A poetisa Alexandra Conduto,natural da Mina de S.Domingos,concelho de Mértola, Distrito de Beja,e a residir em Palmela-Setúbal,tem-nos brindado com excelentes poemas,que aqui temos vindo a publicar,extraídos da publicação,dos seus dois livros, "Fragmentos da tua história" tem poemas muito profundos carregados de dor muito profunda,quase a tocar a loucura do desespero, enquanto o livro "Recordar - te" - é mais leve tem menos dor e mais saudade.

Aqui deixamos mais um poema  de Alexandra Conduto 

EU SOU MULHER
Sou mulher
e nesta minha condição

jamais baixarei os braços,

jamais pedirei perdão.

Luto pela igualdade,

pelo, total direito, à liberdade
Voto contra a discriminação,
contra a indiferença,
contra a subordinação.
No meu ventre, carreguei esperanças,
as minhas no amanhã,
Sofri as dores, lacerantes do nascimento,
no educar e criar os frutos do futuro.
Chorei as dores da saudade,
no corte do cordão, na separação.
Mas jamais baixarei a cabeça,
nem perderei a compostura.
Nunca os meus olhos,
hão de perder o brilho da ternura.
E nesta condição sou
totalmente e apenas Mulher…

"in" Alexandra Conduto