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sábado, 19 de janeiro de 2019

LIVRO DE POESIA »» "VOOS DA MINHA ALMA" DE MARILIA CAETANO - " O que vi então na rua Ainda mais me fez pasmar; A roseira toda nua E de vergonha a chorar

Hoje vou dar a conhecer a poesia de Marília Caetano e falar um pouco dessa mulher,esposa,mãe e avó.

Marília de Lurdes Gomes Padrão Caetano,nasceu em 13 de outubro de 1939 no Monte de Caparica,Concelho de Almada.Filha de António Francisco Padrão e Humberta da Conceição Gomes,conhecidos comerciantes desta terra.

Cedo sentiu que a sorte a favorecera com a familia onde nasceu.Pessoas boas,alegres, de bem com a vida,para quem o trabalho era encarado com a naturalidade de quem o aceita como uma dávida de Deus a gente capaz.No seio de uma familia unida e afectiva,passou otempo livre da sua infância,entre versejos,cantorias e bailaricos, saídos do talento dos numerosos tios e primos Gomes e Patrão,que revalizavam entre si na expressão destas habilidades.

Casou cedo e para toda a vida com João Augusto da Conceição Caetano, a quem, como o seu Amor e apoios constantes,ajudou a construir uma das maiores empresas deste concelho. Dois filhos o Paulo e a Alexandra.Foram os primeiros leitores de uma poesia que logo na adolescência punha no papel, mas que só mais tarde a revelaria a outros.

A sensibilidade e o talento com que escreve poemas, alguns já publicados em obras coletivas e cantados por fadistas de relevo, é a mesma com que bordou as mais belas casacas de tourear de seu filho,mas acima de tudo,com que criou e orientou a sua familía.
                                                             
                                       

Ouvi um grito na noite
Donde ele vinha,não sei
Talvez de alguém que se acoite
Nesse pinhal de ninguém

Se era raiva ou dor,
O grito que então ouvi,
Podia até ser de amor...
Pensei e adormeci

Acordei ouvindo o vento
Abater-me na janela
Perguntando sonolento:
Não ouviste o grito dela?

Esfreguei os olhos,pensei
Eu devo estar a sonhar
Tu sabes,eu também sei
Não pode o vento falar

Levantei-me,fui abrir
A janela de par em par
Precisava de sentir
No rosto a brisa do mar

O que vi então na rua
Ainda mais me fez pasmar;
A roseira toda nua
E de vergonha a chorar

Beijando-a o sol com ternura
Dizia-lhe num alento
Não deixaste de ser pura
Porque te despiu o vento

In"livro "Voos da Minha Alma,de Marilia Caetano,apresentado em 2005 e em que a autora dedicou o livro,aos seus pais,Antónia e Humberto,ao marido João, aos seus filhos, Alexandra e Paulo e os seus netos, Maria,João,António e Manuel.

Um livro de poesia,que abrange a familia, a politica e Toiros e Cavalos

Estive presente nesse lançamento do livro, a convite da respetiva famila e que foi apresentado na Quinta da familia,em Sobreda e cuja reportagem publiquei,no então Jornal de Almada.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Estúpida, esperança, que por mais que eu me afaste, sempre me alcança.


Alexandra Conduto
O próximo livro a ser publicado(?) pela poetisa Alexandra Conduto,ainda está em dúvidas,devido a falta de apoios.

Sobre o lançamento de um novo livro, a poetisa Alexandra Conduto,confidenciou-nos:

" Por agora só estou  a publicar na minha página. Estou a pensar em publicar um novo livro,mas fica tão caro"

Falta de apoios?

"Quando não temos a sorte de ter alguém que se interesse pelo nosso trabalho é muito complicado,pagar para publicar e ainda ter que vender os livros".

No entanto deixamos aqui este poema,que poderá um dia a ser publicado em livro. Esperamos que sim,assim haja apoios.
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Estúpida, esperança, 
que por mais que eu me afaste, 
sempre me alcança. 


Cola-se a mim, com uma tenaz persistência, 
faz de tudo, para manter a sua indesejável presença. 

Enche-me, os olhos
de vivas cores, de horizontes distantes,
os ouvidos, de melodias vibrantes,
os sentidos, de quereres e vontades, impossíveis de tocar.

Faz-me crescer o desejo,
a mortificante vontade crescente,
de sentir o sabor do beijo,
dos teus lábios macios e quentes.

Estúpida, esperança
que me faz acreditar na fantasia,
das palavras vazias,
dos gestos indefinidos,
nos sentimentos sem sentidos.



In"Alexandra Conduto"





segunda-feira, 26 de novembro de 2018

POESIA: ALEXANDRA CONDUTO - " SOU FILHA DA MADRUGADA, DAS NOITES MAL DORMIDAS"




Sou filha da madrugada,
das noites mal dormidas,
dos sonhos desfeitos,
de uma história de vida.

Sou filha,de um amor,
escrita num livro
cujas folhas arrancadas, caídas
foram, levadas pelo vento,varridas,
espalhadas pelo horizonte
engolidas,
pelas nostalgia,
pela saudade,
pela,simples,poeira do momento,
consumidas pelo esquecimento
do passar do tempo
em que morrem os dias.

Sou filha de frases feitas,
perdidas,entre as palavras
estranhamente vazias
sem qualquer valor.

Sou filha da saudade
nascida na dor,
sem adornos nem fantasias,
criada na realidade,
e guiada no sentido da liberdade.


Alexandra Conduto



Poema de Alexandra Conduto


Nota:   Iremos aqui publicando alguns poemas da autora, este o nosso contributo para a divulgação do seu trabalho, junto dos nossos leitores..


quinta-feira, 16 de agosto de 2018

«Orca de Aljezur» deu à Costa! no recinto do Festival O Sol da Caparica


Porque o Sol da Caparica é também um festival com consciência ambiental, a Câmara Municipal de Almada encomendou uma peça ao artista plástico Bordalo II. E, de um monte de lixo surgiu esta orca que pode ser vista no recinto do festival.

Esta «Orca de Aljezur» pode ser vista em pleno recinto do Festival O Sol da Caparica, muito perto do palco principal e junto ao parque de skate e ao stand da Câmara Municipal de Almada (CMA).

Bordalo II concebeu-a, montou-a e batizou-a de «Orca de Aljezur» porque «é uma peça impactante que, no fundo, é um alerta para a contaminação e poluição dos mares».

Tem quase oito metros de comprimento, integra a série «Big Trash Animals» do artista plástico português e foi feita a partir do «lixo encontrado no mar e retirado de algumas praias do concelho de Almada durante o inverno», explica Bordalo II.

Ao encomendar esta obra, enquanto alerta para a problemática do lixo nos oceanos e de apelo para uma consciência ambiental coletiva, a CMA pretende que, após O Sol da Caparica 2018, esta «Orca» fique exposta no concelho.

O local definitivo será em breve anunciado.

Também na Costa da Caparica, junto a uma das entradas do Festival O Sol da Caparica, numa das paredes laterais do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental está outra obra deste artista plástico, um enorme polvo.
Veja o vídeo «Orca de Aljezur» no Youtube da CMA.

16/08/2018
cmalmada




quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Poesia»» Navego sem rumo ….E sem destino ....Contra a maré...Procuro um porto seguro ....Procuro um pouco de fé...



Do Livro da Memória - Fragmentos da tua História
Da autoria de Alexandra Conduto, vamos partilhar o poema” Navego Sem Rumo”


  Navego sem rumo                                       

E sem destino
Contra a maré
Procuro um porto seguro
Procuro um pouco de fé
Solto as amarras da dor
Engulo o grito que me sufoca
Procuro um caminho livre
Que me traga de volta
Navego contra ventos
Contra tempestades
Procurando
Em cada novo dia
Vencera dor da saudade
Conquistar um pouco de alegria
Navego contra tudo
Contra todos
Até mesmo
Contra a própria vontade
Busco soltar o nó da dor
Que me priva da liberdade
Busco um rumo
Um caminho
Que me leve a ti
Que te traga até mim
Q arranque para sempre
De dentro de mim
Este travo amargo
Da saudade….

In - Livro da Memória
Alexandra Conduto


sábado, 11 de novembro de 2017

Poesia »» A lua minha companheira de noitadas...


A lua
minha companheira de noitadas,
copos e guitarradas
falsa, traidora,
que depois da toda à noite na farra
me abandona sem dizer nada
mal nasce a madrugada.

Lua companheira, que mesmo traiçoeira
me faz companhia, depois do bar fechar
quando já ninguém esta disposto a ficar. 

Companheira nas sombras das incertezas
Ombro amigo nas horas de fraqueza
luz da escuridão nos momentos de tristeza.


Alexandra Conduto


In livro de Memória - Alexandra Conduto

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

POESIA »» Alexandra Conduto - O livro da "Memória" conta a história de amor incondicional de um pai por uma filha, que sou eu...


A autora, Alexandra Conduto

Hoje vou dar a conhecer, a poetisa, Alexandra Conduto, autora de dois livros, Livro da memória – fragmentos da tua história, “tem poemas muito profundos carregados de dor muito profunda, quase a tocar a loucura do desespero” e recordar-te “, é mais leve, tem menos dor e mais saudade”.

Natural da Mina de S. Domingos, concelho de Mértola, distrito de Beja, Alexandra Rocha Conduto, nasceu em 11 de setembro de 1971, casada, mãe de dois filhos, viveu toda a sua vida na Mina de S. Domingos, Concelho de Mértola, Distrito de Beja.

Alexandra Conduto, descreveu-nos a sua terra - “É uma terrinha simpática, de pessoas afáveis, onde todos conhecem todos, daqueles sítios onde ainda bates à porta da vizinha do lado para pedir um pezinho de hortelã.
Vivi sempre ali e com a maior simplicidade, andei na escola primária, na antiga telescola, e depois no secundário na vila de Mértola”.

Atualmente vive em Palmela, trabalha na Câmara Municipal de Palmela e já lá vai 24 anos, é uma pessoa que gosta de ler e conversar, define-se como uma pessoa muito simples e é assim que quer continuar a ser, procura ser cada dia melhor pessoa, aspira a tentar ser um ser humano parecido com o seu pai, que lhe deu a educação, e lhe passou os princípios mais importantes para a vida.

Feita a apresentação desta poetisa, colocamos a primeira questão à nossa entrevistada.

- Como nasceu o gosto pela poesia?

“Sempre gostei muito de escrever, e desde muito cedo descobri que me era mais fácil expressar o que sentia pela escrita do que por gestos ou palavras.Gostava de escrever pequenas mensagens com os meus sentimentos".

-"Quando me casei e sai de casa, o meu pai não era muito chegado a conversa pelo telefone, então eu gostava de escrever o cartão do dia do pai ou de aniversário, e fazia sempre com uma mensagem um pequeno poema, o meu pai que era um homem simples e de coisas simples, nesses dias ficava sempre muito contente quando chegava correio para ele, e dizia sempre – escreves tão bem porque não escreves um livro?

E eu dizia sempre, - credo não que vergonha as outras pessoas a lerem o que eu sinto, não nem pensar.Escrevia sempre para ele porque ele apreciava o que eu escrevia”.


- Com esse seu gosto pela poesia, quis homenagear alguém?

- “Quando o meu pai morreu, foi um golpe muito duro para mim, pois o meu pai já tinha 85 anos, mas ainda assim eu achava que ele era uma muralha e nunca nada o iria derrubar, esqueci-me de pensar que ele era um comum mortal e que um dia também ele se cansou de lutar. Nesse dia o meu mundo desabou, e em todos os dias seguintes, até hoje eu tenho necessidade de lhe falar.

Comprei um caderno e comecei a traze-lo sempre comigo, colei fotos, letras de musicas e coisas que me faziam lembrar do meu pai e fui escrevendo os meus sentimentos.

Depois um dia lembrei-me de lhe pesar homenagem e fiz uma publicação de um poema no Facebook, e a reação das pessoas foi incrível, eu nunca tinha pensado que teria tão boa aceitação”.

Foi a partir dessa publicação na rede social que pensou em avançar para escrever um Livro?

“Comecei a receber mensagens de pessoas a perguntar porque não escrever um livro?
Pensei resolvi fazer. Não foi fácil, gostava que tivesse sido um pouco diferente, mas escrevi, paguei e publiquei.

Não correu como eu teria gostado, mas, passei a ver isso como uma missão a cumprir e tenho trabalhado todos os dias nesse sentido”.

- Natural da Mina de S. Domingos, naturalmente o trabalho nas minas, absorvia muitos dos habitantes da aldeia. Isso também foi muito importante para si, beber essa fonte de conhecimentos?

- “Sim, sem dúvida aprendi muito com os residentes mais antigos, as suas histórias e as partilhas de coisas do passado.
O meu pai foi mineiro e as suas vivências sempre fizeram parte da minha vida”.

- Até agora já publicou dois livros, quer comentar, o conteúdo de ambos os livros?




- O 1º Livro – Livro da memória – fragmentos da tua história, foi escrito nas horas de muita dor, raiva, revolta, tem poemas muito profundos carregados de dor muito profunda, quase a tocar a loucura do desespero. Tem precisamente 85 poemas, que era a idade que o meu pai tinha quando morreu, ou seja, um por cada ano da vida do meu pai”.

O 2 º livro – Recordar- te, é mais leve, tem menos dor e mais saudade. Na minha opinião pessoal acho que o meu pai iria ficar muito orgulhoso de mim, neste 2 livro, já no outro acho que ele ia ficar muito triste. (por eu ter tanta dor e tristeza dentro de mim).

Tem tido apoios para a publicação desses livros?

- “Nas publicações não tive qualquer tipo de apoio, paguei tudo do meu bolso 3 edições do 1 e 1 edição com duas tiragens do 2.

Porém tive vários apoios de amigos, nos lançamentos, o primeiro tive o apoio da minha entidade patronal Câmara Municipal de Palmela, que me disponibilizou o auditório da biblioteca municipal de Palmela, para o lançamento, dos amigos que fizeram o apontamento musical, Albano Almeida na Viola de fado e Ana Pacheco Mendes com a sua maravilhosa voz, dos meus filhos e marido e de todos os amigos que estiveram presente nesse momento tão importante para mim e a equipa do Diário do Distrito, que também me fez uma entrevista para ajudar na divulgação do 1º livro".

- "O 2 º livro foi feito o lançamento no museu da música mecânica, a convite do Dr. Luís Cangueiro que me disponibilizou o auditório do museu. E mais uma vez o apontamento musical feito pelo Albano Almeida e Ana Pacheco Mendes”.

- Com a publicação desses dois livros, já teve por parte de alguma editora, algum convite para um novo projeto? Com um sorriso respondeu-nos!

- “Tirando isso fui convidada para participa no programa Ao Encontro da Poesia, na Radio da Quinta do Conde, onde também estive a fazer a apresentação dos livros.

Mas não tem sido fácil, os livros não foram feitos para ganhar dinheiro, foram feitos para manter viva a memória do meu pai, se me perguntar se eu consegui alcançar o meu objetivo. Não pois nunca entrei numa livraria ou numa superfície comercial e vi lá o meu livro disponível para que as pessoas o possam comprar, ler e partilhar”.

- “Tem no horizonte, a publicação de mais um livro?
- “Gostava sim, dessa vez um livro diferente, com poesia e fotografia”.

-  Como escritora, qual o seu grande sonho na escrita?

- “Não sou escritora, nem nada que se pareça, o meu grande sonho era ver os meus livros distribuídos e a chegar a muitas mãos, não para ficar famosa ou conhecida que isso não me interessa, mas para poder partilhar com os outros um amor que nem a morte apagou”. 

-O apoio da família?

-“O apoio foi sempre total eu acho que os meus filhos gostam do que escrevo principalmente os livros eles tem cada um o seu e lêem para eles não é o livro da mãe e o livro do avô”.

Esta a entrevista possível com Alexandra Conduto,para dar a conhecer a sua poesia e aqui deixamos algo da sua poesia:



Alimento vãs esperanças no olhar
procuro, por entre os becos
das ruas sem saída,
um vislumbre do teu rosto
um sinal de ti.
Não encontro.
Não vi.
Tanta distância, queres tu assim de mim?
Se eu entro, tu sais;
Se eu estou, já te foste embora;
Quando eu venho, já tu vais.
Não sei o que fazer
só sei que preciso de te ver
não consigo vencer
esta vontade, inútil, de te procurar
de te falar, sabendo que não me estas a escutar.
Vou desistir,
deixar o tempo passar
não mais te procurar
porque no fundo do meu coração
eu sei que não te vou encontrar.

De: Alexandra Conduto


Nota:   Iremos aqui publicando alguns poemas da autora, este o nosso contributo para a divulgação do seu trabalho, junto dos nossos leitores..